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A equipe de reportagem do jornal O Estado de S. Paulo visitou residências e escritórios da capital paulista, com o intuito de medir a poluição interna destes ambientes. O resultado mostra que, em quase todas as partes da cidade, os níveis de partículas inaláveis estavam acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A principal causa da poeira doméstica são os sete milhões de automóveis que trafegam diariamente pela cidade, lançando gases de efeito estufa na atmosfera e prejudicando a qualidade do ar. As partículas finas conseguem penetrar nos ambientes, mesmo quando a maior parte das janelas estão fechadas.

O pior índice foi registrado em um consultório médico, na zona sul de São Paulo. O local, próximo ao Parque do Ibirapuera, continha níveis de poluentes 392% acima da média considerada ideal. Os altos níveis se repetiram em residências e escritórios, tendo como agravantes o uso de carpetes e a falta de manutenção nos aparelhos de ar condicionado.

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Na região oeste da capital o local avaliado foi o escritório da Faculdade de Medicina da USP, que apresentou níveis de poluição mais altos do que de uma grande avenida em suas proximidades.

A região que teve melhores resultado foi a zona leste da cidade, nas proximidades do bairro de Itaquera. O prédio do Poupa Tempo passou pela análise e apresentou níveis de partículas finas abaixo do considerado ideal pela OMS.

“Avenidas de Nova York e Boston não são tão poluídas quando ambientes internos aqui”, explicou o professor Paulo Saldiva, coordenador do Laboratório de Poluição Atmosférica da USP, em declaração ao Estadão. O especialista também disse que essa situação aumenta a incidência de doenças respiratórias e até mesmo as chances de ocorrer o infarto do miocárdio.

Diante disso, a população deve aumentar os cuidados com a saúde, usando umidificador de ar, aumentando a frequência da limpeza dos móveis e do chão e até mesmo optando por manter plantas próximas às janelas, para dificultar a entrada das partículas poluidoras.

Redação CicloVivo

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