A Tesco, rede britânica de supermercados, lançou a segunda fase do seu plano de reduzir o excesso de embalagens de produtos vendidos em suas lojas. Após reduzir os excessos em embalagens de produtos de marca própria, o grupo agora decidiu pressionar seus fornecedores.

Desde 2018, a rede já repensou o design de embalagem de mais de 8.000 produtos de marca própria, retirando principalmente materiais considerados “difíceis de serem reciclados”. Com isso, a empresa deixou de utilizar 4.000 toneladas.

A próxima fase do plano chamado Remover, Reduzir, Reutilizar e Reciclar, é trabalhar com todos os fornecedores para que façam o mesmo. Para isso, a rede está promovendo reuniões com seus mais de 1.500 fornecedores para mostrar o comprometimento da rede com o tema e também cobrar mudanças por parte deles.

Segundo a Tesco, a partir do próximo ano, o tamanho e a adequação das embalagens serão avaliados como parte da decisão de trabalhar com o produto ou não, podendo ser banidos do supermercado.

“Estamos dando o próximo passo e enfrentando o excesso de embalagens. A partir do próximo ano, avaliaremos a embalagem como parte de nossas decisões variadas e, se for excessiva ou inadequada, reservamos o direito de não listá-la”, disse Dave Lewis, CEO do Grupo Tesco.

Repensar é bom

As reuniões com os fornecedores incluíram a divulgação de um estudo de caso sobre um novo design de embalagens de um fabricante de batatas fritas. Ao reduzir o tamanho do ‘saquinho’ em 23%, o fabricante teve uma diminuição de 5.000 toneladas no peso durante o transporte e 80.000 quilômetros rodados a menos em rodovias, à medida que os paletes eram embalados com mais eficiência, foram reduzidos os números de viagens de caminhões.

A Tesco também cobra o governo  britânico desde 2018 para que introduzam uma infraestrutura nacional de coleta e reciclagem oferecendo um ciclo fechado da embalagem, porém, a rede se diz decepcionada com a falta de políticas neste sentido.

Uma outra rede de supermercado do Reino Unido também assumiu o compromisso de eliminar embalagens plásticas até 2023.

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.