Alimentos ‘aliados da natureza’ chegam aos mercados do Brasil
Produtos desenvolvidos durante o desafio ‘O Grande Redesenho de Alimentos’ vão ser vendidos nas redes Carrefour e Quintanda
Produtos desenvolvidos durante o desafio ‘O Grande Redesenho de Alimentos’ vão ser vendidos nas redes Carrefour e Quintanda
No próximo Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, brasileiros e brasileiras vão poder escolher alimentos que contribuem para a regeneração da natureza – e que a partir desta data vão estar disponíveis nas prateleiras dos supermercados do Grupo Carrefour Brasil e Quitanda.
Os produtos vão vir com o selo “Aliado da Natureza”, conquistado durante o Desafio ‘O Grande Redesenho de Alimentos’, promovido pela Fundação Ellen MacArthur em parceria com o Sustainable Food Trust. O desafio convidava marcas, empreendedores e grandes varejistas a desenvolver alimentos com impacto positivo em quem come e nas comunidades e ecossistemas onde eles são produzidos.
Alguns dos itens que estarão disponíveis para compra são: o café Apuí Agroflorestal, da Amazônia Agroflorestal; o cacau em pó da Viva Regenera; o leite de castanha da Amazônia da Cuíca; o cereal proteico à base de biomassa de aveia da Nude; o chocolate de mel de cacau da Nutricandies; e o blend proteico em pó com ingredientes da floresta amazônica, como o bacuri, taperebá e a castanha-do-Brasil, da Mahta.

“Ao disponibilizarmos os produtos com o selo ‘Aliado da Natureza’ oferecemos aos nossos clientes a oportunidade de identificar e diferenciar produtos visualmente semelhantes, mas provenientes de modelos produtivos distintos e partir daí fazer escolhas conscientes, que não apenas alimentam, mas também contribuem ativamente para um futuro mais sustentável”, ressalta Julia Carlini, Gerente Sênior de Sustentabilidade do Grupo Carrefour Brasil.
Todos os produtos foram criados com base no modelo de design circular de alimentos, que propõe a priorização de ingredientes mais diversos em espécies e culturas; o reaproveitamento de ingredientes que seriam desperdiçados; a escolha de ingredientes que geram menor impacto ambiental; e que a maioria desses sejam produzidos com práticas que regeneram a natureza. Além disso, as embalagens desses produtos devem seguir os princípios da economia circular, isto é, evitar a geração de resíduos e poluição e ser feita de materiais que possam circular na prática e em escala.
“As empresas de alimentos mostraram que é possível criar produtos que ajudam a natureza a prosperar. Agora, os varejistas vão disponibilizá-los nas prateleiras dos supermercados, tornando-os parte da rotina alimentar das pessoas. Ao comercializar esses produtos nas suas lojas, o varejo começa a mostrar que é possível colocar a economia circular no dia a dia das pessoas, que é possível tocar, cheirar, saborear os benefícios da transformação sistêmica que uma economia circular oferece”, conta Luisa Santiago, diretora executiva para a Fundação Ellen MacArthur na América Latina.

Além disso, alguns dos produtos brasileiros desenvolvidos durante o desafio poderão chegar a prateleiras internacionais, como dos mercados da rede Casa Rica, no Paraguai.
“Hoje, mais de 60% das nossas compras são feitas de fornecedores locais, e cerca de 20% do nosso portfólio inclui produtos com algum tipo de certificação sustentável. Participar dessa iniciativa foi uma escolha natural para nós, porque acreditamos que o futuro da alimentação depende de modelos que respeitam os ciclos da natureza e promovem impactos positivos em toda a cadeia”, afirma Paula Contim, Gerente Sênior de Sustentabilidade da Quitanda
Lançado em 2023, o Desafio ‘O Grande Redesenho de Alimentos’ nasceu a partir de um relatório que destaca o papel de empresas de bens de consumo e varejistas na construção de um sistema alimentar regenerativo. A publicação propõe o design circular de alimentos como ferramenta para impulsionar benefícios como aumento da biodiversidade, captura de carbono e melhoria da qualidade do solo, ar e água.

O Desafio, portanto, convidou empresas de todo o mundo a criar ou redesenhar produtos alimentícios usando os princípios da economia circular, com o intuito de regenerar a natureza. Em três etapas, as participantes tiveram acesso a webinars com especialistas, desenvolveram propostas alinhadas ao design circular e receberam orientações de grandes varejistas. Neste processo, 19 empresas foram selecionadas para receber um subsídio total de £570.000 (cerca de R$4,3 milhões) – £30.000 (aproximadamente R$230 mil) destinados a cada uma. Do Brasil, foram contempladas as empresas Bebajapi Bebidas Fermentadas, Horta da Terra, Mahta e Nutricandies.
Ao todo, foram desenvolvidos 141 produtos por 57 empresas, em 12 países. No Brasil, 11 empresas chegaram à fase final da jornada, com 23 produtos criados. São elas: Amazônia Agroflorestal, Amazonika Mundi, Bebajapí Bebidas Fermentadas, Cuíca, Horta da Terra, Mahta, Nude, Nutricandies, Puravida, Santa Food e Viva Regenera.
Além disso, empresas que desejam incorporar o design circular em seus processos podem se orientar pelo Guia criado pela Fundação, a partir das lições aprendidas com as participantes do Desafio.
“As escolhas dos consumidores e o dinheiro gasto no ato de consumir alimentos pode, de fato, ter um impacto positivo na natureza. Esperamos que mais varejistas coloquem os produtos Aliados da Natureza nas suas lojas e que mais empresas apliquem o design circular de alimentos para desenvolver produtos que são bons para as pessoas e para a natureza”, completa Luisa.
