Por Ludmilla Balduíno | Greenpeace

Em meio ao caos, ao calor e às fake news, quem tem tomado a frente para minimizar o impacto da poluição causada pelo maior crime ambiental de derramamento de petróleo no Brasil, é o povo. Em Caravelas, o professor Anders Schmidt, da Universidade Federal do Sul da Bahia, desenvolveu por conta própria uma tecnologia de barreiras aquáticas para conter a chegada do óleo no mangue.

A contenção projetada por Anders é formada por uma manta impermeável, ancorada na entrada da foz do rio e sustentada por tubos de aço e troncos de eucalipto. A barreira atua de acordo com o movimento dos ventos e das marés, arrastando o petróleo pela água até que ele chegue a um um trecho da praia chamado de “zona de sacrifício”. A barreira precisa receber manutenção constante, assim como é necessário que se limpe a zona de sacrifício sempre que houver depósito de petróleo no local.

Já em Piracanga, na península de Maraú, o fotógrafo Willians Gomes reuniu uma equipe de moradores para desenvolverem, juntos, uma ecobarreira, criando filtros que barram a entrada do óleo e permitem a passagem de peixes e outros animais marinhos pela foz do rio Piracanga.

Quando os primeiros fragmentos de óleo apareceram, a barreira foi rapidamente construída com materiais que tinham disponíveis. São quatro redes de contenção, feitas com sombrite (uma tela de plástico, usada em viveiros de plantas), cascas de coco (que são abundantes na região) e garrafas de plástico (colhidas nas ruas). Dois últimos filtros feitos de manta absorvente ainda serão instalados para captar partículas menores do óleo.

“Quando estiver concluído, o filtro do rio Piracanga terá seis etapas. Esse sistema tem conseguido filtrar 99% do petróleo que chega em partículas. As mantas devem absorver o óleo diluído, que fica boiando na superfície da água”, diz Williams.

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