Uma casa moderna, aberta e flexível. Assim se apresenta um projeto de estudantes de arquitetura no Kansas, EUA. O grupo projetou e construiu duas residências “inteligentes” que agregam características tecnológicas e eficientes ambientalmente.

Anualmente, o país norte-americano é acometido por grandes enchentes. Além dos casos mais “corriqueiros” estima-se que o nível do mar poderá aumentar um metro até 2100 e, em um cenário mais preocupante, mais de dois metros. Neste sentido, arquitetos estão adaptando suas ideias em estruturas que possam resistir às mudanças climáticas. O projeto dos estudantes entra nesta lógica: casas flutuantes de vidro localizadas em uma planície de inundação, cujas bases são elevadas e o acesso se dá por rampa.

A água que cai da chuva, por exemplo, é canalizada por meio de canos subterrâneos e usada para as plantações nativas. Além disso, superfícies permeáveis garantem melhor absorção do volume de água.

Também dentro de cada residência foram instalados equipamentos de baixo fluxo com classificação WaterSense: programa dos EUA que reúne marcas preocupadas com o uso consciente da água. Ainda o aquecedor de água com bomba de calor possui o selo Energy Star – padrão internacional para o consumo eficiente. Luzes, persianas e termostatos podem ser controlados pelo telefone.

Em ambas as residências a entrada de luz natural é abundante, principalmente nos quartos. Mas, há também espaços com vidros que bloqueiam 80% da iluminação solar – uma escolha estratégica para controlar a temperatura interna.

Fotos: Corey Gaffer | Studio 804

Os vidros ainda garantem uma vista exuberante da vegetação ao redor, uma vez que as casas estão bem próximas de um parque local, o Brook Creek Park.

Outra economia energética se dá pelo uso de invólucro altamente isolado, sistema de ventilação eficiente e 18 painéis solares no telhado. Tudo foi feito para atingir o “Net Zero Energy”, ou seja, garantir que toda a demanda de energia seja suprido por sua própria produção. Com tantas soluções aplicadas para contribuir com a redução do uso de energia e água, não é à toa que o projeto ganhou a certificação máxima LEED Platinum.

Todo esse trabalho foi criado por meio do Studio 804, um estúdio de design de arquitetura desenvolvido pelo professor Dan Rockhill na Universidade do Kansas.