Por Gustavo Porpino – Secretaria de Inovação e Negócios (SIN) da Embrapa

Com apoio de parceiros, a Embrapa lançou na última terça-feira (26 de novembro) em Brasília, uma revista em quadrinhos da Turma da Mônica e um guia didático para professores sobre consumo sustentável. Na cerimônia, o desenhista e escritor Maurício de Sousa esteve presente.

As publicações educativas explicam os impactos negativos do desperdício de alimentos nas famílias e dão dicas de como substituir esse hábito por um consumo mais sustentável. A iniciativa faz parte de projeto apoiado pelos Diálogos Setoriais União Europeia – Brasil, liderado pela Embrapa, em parceria com o WWF-Brasil e colaboração do Instituto Maurício de Sousa.

As publicações terão tiragem impressa e serão disponibilizadas gratuitamente em formato digital.

Projeto

A Embrapa atua com parceiros em ações de educação para mudança comportamental de desperdício de alimentos por meio da iniciativa Sem Desperdício, lançada em 2016 pela Empresa, o WWF-Brasil e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

O projeto apoiado pela UE está alinhado com essa campanha e foca na educação de jovens estudantes e professores dos ensinos fundamental e médio. Nascida como uma campanha de comunicação para conscientizar o público urbano sobre o desperdício de alimentos, #SemDesperdício despertou o interesse da Delegação da União Europeia no Brasil (Delbra). Por meio dos Diálogos Setoriais, atividades de pesquisa e de apoio a políticas públicas têm sido promovidas desde 2017.

No próximo ano, Embrapa e WWF-Brasil planejam novas ações para disseminar os conteúdos educativos das publicações que estão sendo lançadas. A iniciativa está alinhada com a meta 12.3 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que estabelece a redução pela metade das perdas e desperdício de alimentos até 2030.

Estudo

Pesquisa recente da Embrapa e da Fundação Getulio Vargas, viabilizada pelos Diálogos Setoriais, aponta que a família brasileira desperdiça, em média, 128 kg de alimentos por ano. Para o analista Gustavo Porpino, coordenador do projeto nos Diálogos Setoriais, reduzir o desperdício no final da cadeia demanda ações contínuas de educação. “O desperdício nas famílias é um hábito enraizado na cultura de consumo latina e, para termos impactos positivos, podemos começar educando nossos jovens e capacitando professores, que são importantes agentes no processo de mudança cultural”, destaca.