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Perda de água por desperdício gera prejuízo de R$ 8 bi por ano

Tais perdas equivalem a cerca de 80% dos investimentos em água e esgoto realizados em 2013.

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Com a crise hídrica chegando às capitais do sudeste, as perdas de água nos sistemas de distribuição tornou-se um assunto de destaque. Apesar dos indicadores de perdas serem ruins há muito tempo, a escassez de água está “dando luz ao tema”, segundo o Instituto Trata Brasil.

As perdas sempre foram um dos pontos frágeis dos sistemas de saneamento e das empresas que operam esses serviços, independentemente de serem públicas ou privadas. Os dados de perdas no país mostram a fragilidade da gestão de grande parte do setor, ao mesmo tempo em que traz desafios às três esferas governamentais.

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Foi com base nesse cenário histórico de baixo avanço na solução para as perdas de água que o Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, lança o estudo intitulado “Perdas de Água: Desafios ao Avanço do Saneamento Básico e à Escassez Hídrica”, e que tem como fundamento os dados mais recentes do Ministério das Cidades, especificamente no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS – ano de referência 2013). Em grandes números, os dados do SNIS 2013 mostram que as perdas na distribuição estão em 37% e que as perdas financeiras totais estão em 39%.

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Se colocarmos em valores, uma perda financeira total de 39% significa que essa percentagem de recursos não entra na receita do setor. A água não faturada pelas empresas foi de 6,53 bilhões de m³ de água tratada, perfazendo perda financeira de R$ 8,015 bilhões ao ano. Tais perdas equivalem a cerca de 80% dos investimentos em água e esgoto realizados em 2013. Na projeção do estudo, se em cinco anos houvesse uma queda de 15% nas perdas no Brasil, ou seja, de 39% para 33%, os ganhos totais acumulados em relação ao ano inicial seriam da ordem de R$ 3,85 bilhões.

A título ilustrativo, o volume total da água não faturada (6,52 bilhões de m3) é equivalente à:

– 6,5 vezes a capacidade do Sistema Cantareira (1 bilhão de m3); ou

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– 7.154 piscinas olímpicas perdidas ao dia; ou

– 17,8 milhões de caixas de água de 1.000 litros perdidas por dia.

Confira o estudo completo aqui.

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