Marca de tênis troca venda por reparo na Black Friday
Na contramão do consumismo, VEJA promove reparos gratuitos em sua loja para tênis de qualquer marca
Na contramão do consumismo, VEJA promove reparos gratuitos em sua loja para tênis de qualquer marca
Você já parou para pensar no quanto é difícil consertar alguns objetos? Por vezes, o conserto sai tão caro, que praticamente “compensa” comprar um novo. Mas será que compensa mesmo? Para o bolso talvez sim, mas do ponto de vista ambiental, são diversos os recursos empregados na fabricação de um produto. Usá-lo até o fim da vida útil deveria ser uma escolha prioritária em um mundo com recursos finitos e cuja reciclagem ainda é extremamente limitada. É neste sentido que a iniciativa da marca franco-brasileira de tênis VEJA merece atenção. Neste ano, a marca troca a Black Friday para a ação Repair Friday.
A iniciativa, que já acontece em outras cidades do mundo há três anos, chega a São Paulo como alternativa ao consumismo excessivo promovido na Black Friday (que no Brasil, aliás, dura o mês inteiro). Na próxima sexta-feira (28), a marca VEJA disponibiliza serviços de conserto ou limpeza gratuitamente. A ação vai ocorrer durante duas horas, das 17h às 19h, em sua loja na Oscar Freire e é válida para qualquer tênis, não apenas modelos da marca.

O prazo para a devolução de cada tênis recebido pode variar de acordo com o volume de demanda e o diagnóstico sobre o conserto. Os serviços oferecidos vão do nível 1 ao 4, sendo 1 para reparos rápidos, 2 para reparos simples, 3 para reparos complexos, e 4 para reparo e limpeza. Serviços mais complicados ou fora desta classificação serão avaliados individualmente.
Um ponto interessante é que haverá a presença dos sapateiros, que demonstrarão os bastidores de seu ofício ao público e as técnicas utilizadas no conserto. Além de contribuir para prolongar a vida útil dos calçados e evitar seu descarte precoce, a marca ainda promove uma conscientização que pode se estender para além da data. Afinal, quem nunca comprou um item desnecessário só porque estava na promoção que atire a primeira sacola de compras.
Segundo o World Footwear Yearbook, em 2024, foram fabricados quase 24 bilhões de pares em todo o mundo e essa produção continua crescendo. A maioria desses sapatos é descartada apenas por estarem gastos, algum tempo depois, gerando resíduos evitáveis. À medida que o hábito de consertar desaparece dos padrões de consumo, as habilidades desses sapateiros também tendem a ser desprezadas.

Além de um ofício que está se perdendo, é importante ressaltar que o consumo de recursos naturais excede o que a terra pode fornecer às pessoas. Para um estilo de vida sustentável, é necessário alterar significativamente os atuais padrões de consumo e produção. Para contribuir com esse movimento, a VEJA afirma que, desde 2020, já foram restaurados mais de 50 mil pares de sapatos de todas as marcas em suas estações de reparo. Só no último mês de junho, a estação em São Paulo já reparou 278 pares. A marca ainda possui lojas em Paris, Marselha, Bordeaux, Londres, Madri, Berlim, Nova York e Los Angeles.