Um novo estudo divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que uma em cada quatro mortes estão ligada a condições ambientais insalubres. Esta é a primeira grande análise feita pela organização desde 2006 e, de acordo com o documento, os riscos ambientais contribuem para mais de cem das doenças mais perigosas do mundo.

A OMS sugere que 12,6 milhões de pessoas morram por ano em consequência dessas enfermidades relacionadas ao meio ambiente. Dois terços deste total, aproximadamente, oito milhões, dizem respeito a doenças não transmissíveis, como: derrames, câncer e doenças cardíacas.

Os outros números são igualmente assustadores. Segundo a OMS, o câncer consequente de condições ambientais desfavoráveis mata 1,7 milhão de pessoas, 1,4 milhão de pessoas falecem por doenças respiratórias e 846 mil por doenças diarreicas.

Diante das informações, a diretora-geral da Organização, Margaret Chan, explica que é necessário que os governos atentem a isso e tomem atitudes. “Um ambiente saudável sustenta uma população saudável. Se as autoridades dos países não tomarem medidas para que as pessoas possam viver e trabalhar em ambientes saudáveis, milhões continuarão a morrer e a adoecerem muito jovens”, explicou Margaret, em declaração ao jornal britânico The Guardian.

O relatório aponta algumas causas para este cenário. As principais são a rápida urbanização e a pobreza. “A perda na qualidade do ar tem sido observada em muitas cidades de renda baixa e média nos últimos anos. O aumento da exposição à poluição do ar é um dos principais motivos para o crescimento das infecções respiratórias em crianças com menos de cinco anos”, detalha o documento.

Não são apenas os pulmões que sofrem com a poluição e com o uso inadequado de produtos químicos. O estudo também associa esses problemas a doenças cerebrais, como o Acidente Vascular Cerebral (AVC), ocasionado também pelo aumento na exposição prolongada às partículas finas.

Mesmo que o saneamento básico no mundo tenha melhorado nos últimos anos, a quantidade de mortes ocasionadas por doenças infecciosas ainda é muito alto. Principalmente em nações em desenvolvimento, seno a África o continente que mais sofre com este problema. Diarreia, malária e outras doenças transmitidas por mosquitos, como a dengue e a zika, são citadas como problemas decorrentes da falta de estrutura básica e urbanização descontrolada.

“Há uma necessidade urgente de investimento em estratégias para reduzir riscos ambientais em nossas cidades, casas e locais de trabalho”, apela a diretora da OMS, Maria Neira.

Redação CicloVivo