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Selo mais antigo do mundo para construções sustentáveis chega ao Brasil

As construções brasileiras que pretendem ser certificadas podem contar agora com mais uma opção de selo. O Brasil é o primeiro país da América Latina a receber o BREEAM e o primeiro empreendimento é o condomínio Movimento Terras, em Petrópolis.

20 de abril de 2011 • Atualizado às 07 : 24

Selo mais antigo do mundo para construções sustentáveis chega ao Brasil
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As construções brasileiras que pretendem ser certificadas podem contar agora com mais uma opção de selo. O Brasil é o primeiro país da América Latina a receber o BREEAM (Building Research Establishment Environmental Assessment Method).

A primeira construção na lista da nova certificação é o condomínio Movimento Terras, em Petrópolis, RJ. O arquiteto Sergio Conde Caldas, juntamente com os escritórios Levisky Arquitetos Associados; Miguel Pinto Guimarães Arquitetos e Bernardes e Jacobsen Arquitetura, são os responsáveis pela construção baseada no selo inglês. A construtora Concal e a arquiteta Viviane Cunha, que é a única brasileira licenciada pela BREEAM para ser consultora do processo de certificação, também fazem parte do projeto.

Apesar de ser a certificação para construções sustentáveis mais antiga do mundo, criada na Inglaterra em 1992, o BREEAM chega somente agora ao Brasil. Ele define o padrão para melhores práticas em Design Sustentável e tornou-se uma ferramenta importante para garantir imóveis com baixo impacto ambiental. Mais de 110 mil empreendimentos em todo o mundo possuem essa certificação e desde a sua criação o selo só cresce, sendo exportado para diversos locais do planeta. 

Como no Brasil ele possui somente um empreendimento em processo de certificação, o selo possui algumas desvantagens, se comparados a outros que já atuam com maior frequência no país. Entre os problemas está o fato de que os pré-requisitos e direcionamentos não estão totalmente adaptados à realidade brasileira. Além disso, a maior parte dos arquitetos e engenheiros ainda não possuem total conhecimento do selo.

O condomínio Movimento Terra deve colaborar para que essa realidade atual mude e a certificação comece a se popularizar no país. "O projeto vai colaborar para a tropicalização do selo, que poderá ter adaptações regionais", informou a arquiteta Viviane Cunha à revista Arquitetura e Construção. Já Sergio Conde Caldas está animado com a repercussão positiva para o empreendimento. Entre as escolhas criteriosas da vila estão estrutura metálica (com percentual de aço reciclado), telhado verde, madeira certificada, aquecimento solar, captação de água da chuva e ênfase no conforto ambiental (com luz natural e ventilação cruzada). Com áreas entre 350 e 400 metros quadrados, as oito casas têm conclusão prevista para junho. 

No Brasil existem outras certificações usadas com maior frequência, alguns exemplos são:

LEED (Leadership in Energy and Environmental Design): O selo possui origem americana e já certificou 12 mil empreendimentos no mundo. Foi a primeira a atuar no Brasil, em 2007. Desde então, certificou 20 projetos nacionais.

– AQUA (Alta Qualidade Ambiental): É uma certificação nacional, que oferece referencial técnico para residências e prédios comerciais – e tem a credibilidade da certificadora Fundação Vanzolini. Atualmente possui 18 construções contempladas.

– Procel Edifica: Trata-se da etiqueta de eficiência energética para edifícios comerciais e residenciais criada pela Eletrobrás com o Inmetro. Até hoje foram reconhecidos 21 edifícios. O selo traz consigo a tradição da eficiência energética aplicada há anos em eletrodomésticos.

– Casa Azul Caixa: A certificação é voltada para a habitação popular. Ela é concedida a projetos habitacionais financiados pela Caixa Econômica Federal e possui dez candidatos em fase de avaliação.

Com informações da Revista Arquitetura e Construção / Edição Sustentável

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