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Movimento #VoltaPinheiros quer tirar rio de São Paulo do esquecimento

Chamar a atenção dos paulistanos sobre a restauração do Rio Pinheiros é a proposta da ação.

22 de setembro de 2017 • Atualizado às 12 : 39

Projeção de como o Rio pode ficar #VoltaPinheiros | Foto: #VoltaPinheiros

Movimento #VoltaPinheiros quer tirar rio de São Paulo do esquecimento
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Diariamente, uma imensa parcela da população que vive na cidade de São Paulo passa pelo Rio Pinheiros e até esquece que ali existe um rio de verdade. E, assim, em meio à inércia, o rio, que poderia ser usado para fomentar a economia, como fonte de lazer, de transporte, entre outras funções, segue cada vez mais sujeito à finitude, através da decomposição dos dejetos domésticos ali jogados e da proliferação de mosquitos.

Cansado dessa situação, um grupo de publicitários capitaneado por Marcelo Reis, copresidente de uma agência de propaganda, decidiu criar o #VoltaPinheiros, que tem como objetivo instaurar um movimento de engajamento para tirar o rio do esgoto do esquecimento, colocá-lo de volta no centro das atenções e convidar sociedade civil, empresas, organizações não governamentais e órgãos responsáveis para que se sentem, como parceiros coautores, a fim de que elaborem e implantem um projeto que devolva um rio saudável aos paulistanos.

“Quando vamos nos mobilizar por algo público que não seja partidário ou político? Quando vamos lutar pelo espaço público de forma real e perene? Nós brasileiros olhamos muito para o privado e pouco para o coletivo. Temos que melhorar nosso engajamento social e sermos mais proativos”, declara Marcelo Reis.

O projeto foi iniciado na última quinta-feira (21) com iniciativas em escolas públicas e privadas que já aderiram ao movimento #VoltaPinheiros. Ao longo da semana, essas escolas irão promover uma programação especial que eleva a importância da discussão à respeito da proteção das águas e da natureza. “Importante que as crianças, que não tiveram a oportunidade de conviver com um Rio Pinheiros saudável, entendam o que um dia ele já foi (e pode voltar a ser) e atuem como protagonistas. Precisamos reverter esta situação, começando por quem mais terá chance de aproveitá-lo”, ressalta Reis.

Publicitários criadores do movimento (esquerda para direita) Carolina Younis, Bruno Andrade, Marcelo Reis, Andreza Aguiar, Pedro Utzeri (fundo) e Andre Curi (frente). #VoltaPinheiros

Na programação destas escolas, constam atividades como videoconferências com representantes de diversos países, expondo cases de sucesso de conservação das águas em nações como Colômbia, França, Espanha, Índia e Alemanha; projetos que comparam a relação de moradores em torno do rio Pinheiros e de rios na Amazônia; produção de conteúdos audiovisuais e programetes de rádio, além da criação de games com soluções para despoluir o rio, a exemplo do Projeto “Modelagens para um Rio com Vida”, com o game Minecraft.

Em paralelo, uma campanha publicitária está ganhando as ruas para engajar as pessoas no movimento. A ação de comunicação envolve um manifesto (veja aqui), site www.voltapinheiros.com.br e facebook do movimento além de mídia out of home e material promocional (como camisetas, sacolas, folhetos explicativos e adesivos para carros). Além disso, dois vídeos e alguns spots de rádio foram produzidos com o intuito de chamar as pessoas a aderirem à causa, compartilhando as mensagens em suas redes sociais. Esses vídeos são protagonizados por jornalistas, personalidades e celebridades que já abraçaram a iniciativa e apadrinharam o #VoltaPinheiros, entre os quais, o músico e ator Thaíde, o cantor Jairzinho, a atriz Tania Khalill, a atriz Gabriela Duarte e sua filha, Manuela, a jornalista Mariana Godoy e a fotógrafa Marina Klink. Veja aqui o vídeo.

Este é o começo. “A intenção é que o movimento cresça, atraia mais escolas, celebridades, ONGs, veículos de comunicação, arquitetos, engenheiros, estudiosos do assunto, leigos engajados e, principalmente, empresas e nossos governantes. Queremos que, no mínimo, uma reunião inicial com todos os interessados aconteça. Será que é tão difícil assim?”, finaliza Reis.

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