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Moradores do Grajaú podem trocar recicláveis por alimentos ou cursos

Todos os resíduos recebidos são computados, transformados em pontos e trocados por produtos e serviços.

13 de junho de 2017 • Atualizado às 14 : 18

Foram utilizadas cerca de 360 mil embalagens cartonadas na montagem da estrutura do espaço. | Foto: Divulgação

Moradores do Grajaú podem trocar recicláveis por alimentos ou cursos
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Os moradores do Grajaú (SP) ganharam, no início do mês, um espaço para trocar material reciclável por produtos alimentícios e de higiene pessoal. Os benefícios também incluem cursos e palestras.

Por meio de um sistema de pontuação online, todos os resíduos recebidos são computados, transformados em pontos e trocados por produtos e serviços. De lá, o material recebido segue para a Cooperativa de Produção de Catadores Seletivos do Parque Cocaia (Cooperpac), o que ainda contribui para o trabalho dos cooperados locais, aumentando por volta de 30% a sua eficiência.

Os participantes também conseguem ter controle sobre a economia gerada em sua renda familiar e acesso a relatório sobre todo o impacto ambiental positivo causado. Além dos alimentos e produtos de higiene pessoal que são retirados no próprio posto de recebimento, a pontuação pode ser trocada por matrícula em curso de inglês; cursos de capacitação em tecnologia; curso de manicure, cabelereiro, corte e costura; clínica oftalmológica; e-commerce de óculos; e palestras de como melhorar seu currículo e falar em público.

A iniciativa é da so+ma, startup vencedora da primeira edição do BrazilLAB, em 2016, um programa de aceleração de projetos inovadores. A ideia é utilizar os resíduos como “moeda” de engajamento, estimular novos hábitos e criar um ambiente empreendedor nas comunidades de baixa renda.

“A partir da necessidade que a população tinha, a gente criou o so+ma vantagens, levando desenvolvimento socioeconômico para a região”, ressalta Cláudia Pires, idealizadora da startup.

A Casa so+ma está localizada no Circo Escola Cedeca , rua Ezequiel Lopes Cardoso, 333, no Grajaú (SP). A construção do espaço também levou em conta a redução dos impactos ambientais. Foram utilizadas cerca de 360 mil embalagens cartonadas na montagem da sua estrutura. Desde abril, o posto de recebimento já funciona em esquema de testes com 200 famílias cadastradas e três mil quilos de material coletado. Em dois anos, a meta é atingir a marca de duas mil famílias inscritas e 15 mil quilos de material recebidos por mês.

Além da Casa no Grajaú, a so+ma também possui um posto no Capão Redondo que funciona desde 2015, e já conseguiu coletar mais de 50 mil quilos de resíduos. O objetivo agora é ampliar as parcerias do programa com prefeituras, para isso os idealizadores já estão em negociação com Salvador (BA) e Botucatu (SP).

A so+ma foi uma das 11 startups selecionada na última edição do programa, que acelera ideias e conecta empreendedores com o poder público. Neste ano, o BrazilLAB está com inscrições abertas até 5 de julho. Podem se inscrever empreendedores que ofereçam soluções aos grandes desafios dos municípios brasileiros. Mais informações aqui.

 

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