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Moradores de Embu das Artes se unem para impedir venda de terrenos em áreas de preservação

Ação acontece para combater comércio irregular de terrenos em áreas preservadas.

28 de julho de 2017 • Atualizado às 09 : 28

Foto: Divulgação

Moradores de Embu das Artes se unem para impedir venda de terrenos em áreas de preservação
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Uma volta pelos bairros Jardim Itatiaia, Ressaca, Itatuba e Capuava, zona oeste de Embu das Artes, permite observar placas com informações sobre o enquadramento da região em Área de Proteção Ambiental (APA) ou Área de Proteção e Recuperação de Mananciais da Guarapiranga (APRM-G). Elas ainda contêm um convite para denunciar irregularidades praticadas por comércio de lotes irregulares e desmatamentos.

O inusitado é que as placas são feitas por moradores, que viram as ameaças e transformações locais e perceberam a necessidade de informar à população, que muitas vezes desconhece as características dos bairros, legislação aplicável e adquire um imóvel em desacordo com a lei.

“Fizemos placas porque recebemos a informação sobre ofertas de lotes de 125 m² em nossa região. É uma informação que pode prevenir para que pessoas de boa fé para não caiam no conto do vigário de pessoas inescrupulosas”, comenta o morador Maurício Grandeza, do bairro Itatiaia.

O Jardim Itatiaia e o Ressaca pertencem à APRM-G, coberta por decreto estadual, com restrição de ocupação e permissão de lotes mínimos de 1.500 m². Isso porque a prioridade entendida pelo Estado é manter e melhorar a produção de água que chega até a Represa de Guarapiranga, que abastece milhões de pessoas em São Paulo e região.

O comércio de lotes menores promove adensamento que diminui a área verde e seca as nascentes, quadro que afeta a represa e, consequentemente, a vida da população.

Os bairros Itatuba e Capuava pertencem à APA Embu Verde, que ganhou recentemente o documento municipal Plano de Manejo, que determina restrições para ocupação e uso do solo. Estudos para a elaboração do documento apontaram a riqueza da região em bioma de Mata Atlântica e inclui espécies de flora e fauna ameaçadas de extinção, como a Onça Parda.

A região é também coberta pelo Plano Diretor da cidade, que a classifica como Zona de Interesse Ambiental (ZIA), onde determina lotes mínimos de 800 m².

Rodolfo Almeida, presidente da ONG ambiental Sociedade Ecológica Amigos de Embu – SEAE, que recebe diariamente denúncias de crimes ambientais e as repassa aos órgãos públicos, comenta que é “excelente esta iniciativa que se espalha pela região”, pois tem visto que “por trás dos loteamentos irregulares estão pessoas que perceberam na falta de informação do povo uma oportunidade. A população quer morar em áreas verdes, mas, muitas vezes, por desconhecer as leis compram estes terrenos que trazem prejuízos para a qualidade de vida de todos”.

Para denunciar crimes ambientais e comércio de lotes irregulares, entre em contato com os órgãos oficiais: Cetesb: 4704-8849; Delegacia: 4704-2020; Prefeitura: 4785-3522.

placa no bairro Capuava placa no Jardim Itatiaia

Fotos: Divulgação

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