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Estudante islandês usa algas para criar garrafa biodegradável

O plástico é um dos grandes problemas ambientais do mundo.

24 de março de 2016 • Atualizado às 11 : 14
Estudante islandês usa algas para criar garrafa biodegradável

Foto: Divulgação

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O plástico é um dos grandes problemas ambientais do mundo. Incomodado com a rapidez com que eles são descartados, o estudante de designer islandês Ari Jónsson decidiu criar uma plástica alternativa. No lugar do plástico, o produto tem algas como principal matéria-prima.

O projeto foi apresentado pelo jovem no início desse mês e teve destaque em um evento nacional de designer. Para ele, encontrar alternativas ao plástico é uma missão que não pode esperar. “Eu li que 50% do plástico é usado uma vez e, em seguida, jogado fora, então eu sinto que há uma necessidade urgente em substituir uma parte da quantidade irreal de plástico produzida, usada e descartada todos os dias”, disse o estudante, em entrevista ao site Dezeen.

Para solucionar este problema, Jónsson começou a estudar os pontos fortes e fracos de diversos materiais, até que encontrasse um que tivesse as qualidades ideais para ser transformado em uma garrafa de água. Para ele, o melhor foi o pó de Agar, uma substância feita a partir de algas.

Quando o pó é adicionado à água, ele se transforma em um material gelatinoso. Com as proporções corretas, o designer conseguiu colocá-lo em um molde em forma de garrafa. Após envolver o molde, ele o imergiu em um balde de água gelada, até que o que antes era líquido, se transformou em uma garrafa.

Com a base pronta, o jovem precisou apenas colocá-la no refrigerador por alguns minutos até que pudesse ser extraída do molde, mantendo as características de uma garrafa. De acordo com o jovem, o material é totalmente seguro para armazenar bebidas consumidas por seres humanos. Além disso, após o consumo a própria garrafa pode ser ingerida.

A decomposição começa no momento exato em que a garrafa fica vazia. Neste caso, não sobram resíduos plásticos que permanecerão poluindo o meio ambiente por centenas de anos.

Redação CicloVivo

 

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