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Aplicativo promove troca de sementes, mudas e alimentos orgânicos

Imagine se, com apenas um clique, fosse feita a conexão entre quem tem sobrando e quem precisa.

24 de agosto de 2016 • Atualizado às 12 : 46

pesar de ser um projeto de utilidade pública, o aplicativo ainda barra em um problema: capital. | Foto: Reprodução

Aplicativo promove troca de sementes, mudas e alimentos orgânicos
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Quem cultiva alimentos ou ervas certamente já se deparou com momentos em que a produção é tão grande que é impossível dar conta de tudo sozinho e, às vezes, muita coisa boa acaba sendo desperdiçada. Imagine se, com apenas um clique, fosse feita a conexão entre quem tem sobrando e quem precisa. Essa é a função do aplicativo Rede Solidária de Alimentos.

Criada pelo analista de sistemas Anderson Porto, a ferramenta foi pensada para incentivar a colaborações e facilitar a troca de sementes, mudas e até mesmo dos alimentos excedentes da produção. Apesar de estar em desenvolvimento agora, o aplicativo é o resultado de uma experiência de, aproximadamente, 14 anos.

Em entrevista ao CicloVivo, Anderson explicou como tudo começou. Quando ainda estava na faculdade ele teve a ideia e, a partir da curiosidade do filho de cinco anos, ele criou o projeto Tudo Sobre Plantas, que iniciou em 2002 e funciona até hoje como uma enciclopédia virtual, onde as pessoas podem cadastrar informações sobre espécies ou fazer buscas para conhecer mais das plantas. O que começou como uma ideia pessoal para satisfazer a curiosidade de uma criança, agora é um grupo com mais de 20 mil apoiadores inscritos.

O próximo passo é ir além na conexão com essas pessoas. O Rede Solidária de Alimentos é um aplicativo que ajudará a conectar facilmente quem tem material para doar, com quem quer receber. Não é necessário que sejam alimentos, também podem ser compartilhadas mudas de árvores ou sementes. O mais legal é que a tecnologia pode conectar os vizinhos, aproximando a comunidade, mas também pode encurtar as distâncias entre alguém quem tem uma semente no sul do país e quem está em busca da mesma espécie mas mora no norte do Brasil.

A própria experiência pessoal de Anderson já é suficiente para comprovar a necessidade de uma ferramenta como esta. “A ideia é compartilhar o excedente de alimentos, pois aqui já não aguentava mais comer tanta couve e aipim (risos). Tive que distribuir para os vizinhos, igrejas… Ontem mesmo tirei mamões aqui para doar. Tem uma senhora que conheço que adora fazer doce de mamão verde com coco”, comentou.

Fazendo o App virar realidade

Apesar de ser um projeto de utilidade pública, que trará inúmeros benefícios sociais e ambientais, já que, além de compartilhar a riqueza produzida, ele ajudará a promover o cultivo, dando dicas para plantios e hortas domésticas e comunitárias, o aplicativo ainda barra em um problema: capital.

Os custos para o desenvolvimento da ferramenta são altos e para conseguir levantar essa verba Anderson está em busca de apoio colaborativo através de uma campanha de financiamento coletivo.

A meta é arrecadar R$ 37.455. O montante é suficiente para colocar o aplicativo no ar e ainda melhorar o sistema de cadastro de pessoas e armazenamento de dados da ferramenta. Se o alvo não for alcançado, o aplicativo não sairá do papel e o banco de dados com informações sobre as espécies também será perdido. “Chegamos no limite de crescimento e agora é preciso investir ou fechar. Dá até para manter do jeito que está, mas aí corre-se o risco da base chegar no limite e não ter como arcar com adicionais de hospedagem.”

Como ajudar?

Se você achou esse projeto legal e quer apoiar esta causa ou saber mais detalhes sobre o aplicativo, clique aqui.

Por Thaís Teisen -Redação CicloVivo

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