Por Ana Lúcia Machado

Vivemos um tempo de muitas mudanças. Um tempo em que a posse está se tornando menos importante que o acesso. O compartilhamento de bens de consumo e serviços tem se popularizado, transformando completamente o mercado, a economia.

Mas será que é possível incentivar o compartilhamento entre as crianças?

Sabemos a dificuldade em dividir que toda criança sente. Será que é possível valorizar o “é nosso” em detrimento do “é meu” durante a infância?

Quem nunca se desesperou com uma pilha de brinquedos novos nos aniversários dos filhos, tentando encontrar espaço para tanta coisa? A mesma história se repete no Dia das Crianças e no Natal. Pensando no dilema provocado pelo excesso, pelo consumo desenfreado, vai aí uma dica testada e aprovada:

Que tal um brinquedo coletivo? Já ouviu falar? Um único brinquedo para todas as crianças da família que por meio de um sorteio segue para uma temporada na casa da primeira criança sorteada até que seja novamente sorteado para mudar de mãos. Conheça em detalhes uma história de sucesso de um brinquedo coletivo.

Gostou da ideia? Acha difícil fazer isso na sua família? Experimente. Talvez você se surpreenda. Confira outras ideias divertidas e educativas:

-Participe de feiras de trocas de brinquedos
-Organize um mercado de pulgas entre as crianças da vizinhança com os brinquedos que não são mais usados
-Incentive o empréstimo de brinquedos entre amiguinhos da escola e entre primos

Acredite, as crianças estão abertas a um mundo mais colaborativo. Atitudes ousadas podem criar um novo paradigma e aos poucos ganhar outras esferas. Ao sair às compras neste Natal, pense que você pode fazer diferente e lembre-se:

“O mundo que vamos deixar para os nossos filhos depende dos filhos que vamos deixar para o nosso mundo”. – Mário Sérgio Cortella