Reaproveitar a sucata para criar novos objetos é uma prática antiga e comum, mesmo assim essas iniciativas ganham destaque, principalmente, pela criatividade com que os materiais são usados. Além de ser uma prática sustentável, ela ainda pode ser aplicada para complementar a renda financeira. Esse é o caso, do vigilante Wagner Agnaldo de Souza, que através dessa técnica faz enfeites como relógios, guitarras e motos.

O vigilante, morador de Samambaia, no Distrito Federal, recolhe os materiais nas ruas ou recebe doação de vizinhos. Em até dois dias, ele transforma parte de veículos, enxadas e panelas em arte.

A habilidade surgiu ainda na infância. Era ele quem fazia os brinquedos para suas irmãs e para ele mesmo, usando apenas o que encontrava na rua. Hoje, parte de suas criações são encomendadas. É o caso de uma réplica de São Jorge feita com chapa de ferro, um cavalo de plástico, garfos e corrente de moto.

O objeto teve mais destaque com a estreia da novela Salve Jorge, exibida na Rede Globo. Em entrevista ao G1, ele afirmou que são feitos muitos pedidos da réplica e que esta também é sua peça preferida.

Seu trabalho é comercializado em feiras da região, sendo que cada peça pode custar de R$ 40 a R$ 600. O dinheiro extra é utilizado para pagar diversas contas, uma vez que o seu salário de R$ 1,9 mil de vigilante não é suficiente.

Para começar o negócio, ele teve que investir R$ 700 na compra de uma máquina de solda, uma lixadeira e uma furadeira. Todos os equipamentos ficam na garagem de sua casa, lugar onde ele realiza seu trabalho.

A ajuda financeira é um estímulo à prática de uma atividade que ele realiza com vontade, mas ele lembra que a questão ambiental também é muito importante. “Meu recado é: cuide. O planeta está pedindo socorro. Para mim, o lixo tem utilidade, e muita. Eu faço do meu lixo um luxo. Tudo que me entregam eu transformo em algo útil.” Com informações do G1.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.