De caixão ecológico a crematório que gera energia, há inúmeras possibilidades de ser sustentável após a morte. Nos Estados Unidos, já é possível até produzir um disco de vinil, com 24 minutos de conteúdo, usando cinzas. O serviço é realizado pela empresa inglesa And Vinyly.

Segundo o portal eCycle, o serviço foi criado pelo produtor musical Jason Leach, em 2009, e custa cerca de quatro mil dólares. Quem quiser distribuir os discos com restos mortais a familiares e amigos pode aderir ao “pacote básico”, que inclui 30 vinis.

“O lugar de descanso perfeito para os amantes do vinil”, afirma a empresa, em seu site. Aliás, até a plataforma online tem um layout personalizado com o tema fúnebre. Para solicitar o serviço, o cliente deve apenas entregar as cinzas a uma fábrica, que incluirá o vinil. O segundo passo, e mais difícil, é gravar as músicas no disco.

A dificuldade não está na prensagem, mas sim na escolha das músicas, feita pelos parentes. É comum as pessoas ficarem indecisas no momento da contratação. Além disso, há outras opções inusitadas de gravações. As possibilidades de conteúdo são livres, por isso, já houve quem gravasse piadas e histórias nos discos.

Neste caso, o que importa é homenagear o falecido. Se os discos de vinil já trazem saudades de uma época vivida, imagine eternizar as cinzas de um ente querido.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.