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Até parece conversa de campanha eleitoral, em que o candidato promete, promete, mas na hora de cumprir a história é bem diferente. O tema sustentabilidade tem sido abordado, muitas vezes, desse mesmo jeito. São peças publicitárias que usam o termo ecológico para falar sobre um produto que não possui diferença nenhuma, ou, por parte do governo e iniciativa privada, promessas de reflorestamento que nunca saem do papel.

Um exemplo disso aconteceu no Rio de Janeiro. Durante os jogos Pan-Americanos, a prefeitura prometeu reflorestar 40 hectares de terras, porém, os jogos acabaram, três anos se passaram e não foi plantado sequer uma semente.

O projeto, apresentado pela prefeitura do Rio, estimava o plantio de 100 mil mudas nativas, visando compensar as emissões de CO² geradas com as construções e realização do evento esportivo na capital carioca. Seriam investidos R$ 2 milhões nessa empreitada, sendo boa parte disso, financiada pela Petrobras. A empresa havia disponibilizado R$ 491 mil, mas como o projeto não saiu do papel o dinheiro foi estornado.

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Dentro de seis anos o Rio sediará os dois eventos esportivos mais importantes do mundo, a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. No site do governo existe menção ao trabalho ambiental de reflorestamento e logo que a cidade foi escolhida a sede olímpica, a declaração era de que até o ano do evento seriam plantadas 24 milhões de mudas. Até hoje nada foi feito.

O governo se defende dizendo que é necessário fazer o mapeamento de toda a área, para saber onde reflorestar e que não existem mudas e sementes disponíveis no mercado capazes de suprir toda essa demanda.

Com informações de Gabriela Moreira e Felipe Werneck – O Estado de S. Paulo

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