Em um dos maiores desastres ambientais da história do Brasil, o derramamento de toneladas de óleo vem manchando nosso imenso litoral e destruindo a vida marinha com danos imensuráveis ao meio ambiente.

Cansadas de esperar ajuda efetiva do governo e se vendo totalmente sozinhas, as populações litorâneas têm se organizado para retirar o óleo com suas próprias mãos, da forma que conseguem. Apesar de não ser aconselhável, a população não consegue ficar parada vendo o óleo destruir as praias, corais e manguezais, colocando em risco o ecossistema e seus meios de vida, baseados na pesca, no cultivo de ostras e mariscos e, principalmente, no turismo ecológico.

Alguns grupos estão se destacando pelos esforços em reduzir os danos do derramamento, entre eles o Salve Maracaípe, que atua no litoral de Pernambuco, e o Guardiões do Litoral, no litoral da Bahia. Agora, com a chegada do óleo em Abrolhos, deve se intensificar o empenho na região.

Um dos destaques, neste sentido, é o Conexão Abrolhos: uma coalizão de organizações da sociedade civil formada para evitar a exploração de petróleo e minimizar os impactos do óleo na região dos Abrolhos.

As campanhas de financiamento coletivo ajudam a cobrir custos de alimentação  e deslocamento dos voluntários, equipamentos de EPI, como luvas, galochas e máscaras, sacos plásticos, entre outras coisas necessárias neste momento de emergência. Lembrando que o óleo é extremamente tóxico.

Saiba como ajudar

Salve Maracaípe: www.kickante.com.br/campanhas/combate-ao-oleo-no-nordeste-do-brasil

Conexão Abrolhos: https://conservacao.doareacao.com.br/campanha.html?id=41

Você também pode ajudar compartilhando o financiamento coletivo em suas redes sociais.

O Guardiões do Litoral finalizou sua “vaquinha” online, mas você ainda pode acompanhar o trabalho do grupo pelo Instagram: Guardiões do Litoral. Também o Salve Maracaípe segue atualizando constantemente as condições do litoral.

Quem quiser doar fisicamente EPIs ou fornecer equipamentos pode entrar em contato com o Recife Sem Lixo.

Apesar de ser um trabalho louvável, é importante cobrar representantes do Governo Federal, Estadual e prefeituras para que atuem com ações efetivas, apoiando essas comunidades.

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.