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O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) divulgou, nesta terça-feira (23) um relatório apontando que mesmo que todos os países cumpram suas metas de emissões, ainda estaremos distantes de limitar o aquecimento global em 2ºC, como planejado.

O grupo de cientistas responsável pela pesquisa estima que, diante desse cenário, cerca de cinco bilhões de toneladas de gás carbônico ainda serão lançadas inadequadamente na atmosfera, em 2020.

Para exterminar esse excesso e conseguir alcançar a meta de redução global estabelecida durante a conferência de Copenhagen, os países teriam que reduzir drasticamente suas emissões e desligar todo o sistema de transporte usado em todo o planeta.

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O documento, chamado de “The Emissions Gap” será entregue à chefe da Convenção do Clima da ONU, Cristiana Figueres, em Helsinque. Os autores do estudo passaram seis meses testando diferentes cenários de emissão, com base nas metas feitas durante a COP15.

Em declaração feita ao jornal Folha de S. Paulo, a pesquisadora brasileira, na Coppe-UFRJ, Suzana Kahn Ribeiro, disse que se nada for feito, em 2100 ao invés de limitarmos a 2ºC o aumento da temperatura global, teremos um aquecimento superior a 5ºC.

Outro ponto levantado pela pesquisadora, que faz parte da equipe responsável pelo relatório, é a comercialização dos créditos de carbono. A questão levantada é o fato de que ao comercializar os créditos de carbono a redução é contabilizada tanto para o país que vende, quanto ao país que compra os créditos. Segundo Suzana, isso acontece inclusive na legislação brasileira, que estipula que as reduções podem ser obtidas através da venda de créditos de carbono para as nações ricas. Porém, na realidade a redução deveria ser contabilizada somente para um país.

O mercado de carbono levanta ainda outro problema, que é a comercialização excessiva dos créditos. Exemplo disso é a Rússia, que já emite menos gases poluentes do que as suas metas e ainda comercializa outra grande parte da redução dos gases, ficando assim, com créditos de sobra.

Com informações da Folha

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