O Brasil vinha apresentando bons índices na diminuição do desmatamento. Conforme divulgação do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) o mês de maio deste ano teve desmatamento 12% inferior ao mesmo período do ano passado. Porém, os dados de junho, colhidos pela ONG Imazon, não foram nada positivos e mostraram aumento de 15% nas áreas destruídas.

Conforme pesquisa realizada pela ONG Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), foram desmatados, somente em junho, 172km² de vegetação nativa. Os principais extermínios ocorreram nos arredores da BR-163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA) e em alguns municípios paraenses.

Os dados para a base da pesquisa foram obtidos através de imagens de satélite. Dessa forma, foi possível dimensionar a quantidade de vegetação perdida em cada estado. O Pará foi o líder, destruindo uma área de floresta composta por 115 km². O Amazonas veio em seguida com perda de 22 km².

O calendário oficial do desmatamento é calculado de agosto até julho do ano seguinte. Conforme divulgado pela Imazon a tendência é que o Brasil feche esse ciclo com aumento na devastação das florestas. Até o mês passado, os índices brasileiros haviam subido 8%, chegando a 1.333 km² desmatados.

Com informações da Agência Brasil

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.