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Para que seja possível preservar o Cerrado é preciso conhecê-lo profundamente, sabendo todas as suas especificidades em fauna e flora. Percebendo essa importância, o Instituto Biotrópico, juntamente com parcerias públicas e privadas, realizou estudos detalhados para promoverem a preservação das espécies nativas brasileiras desse bioma.

“Informações técnicas qualificadas ajudarão a preservar e recuperar regiões estratégicas do Cerrado, mantendo sua rica biodiversidade e fontes de água importantes para a economia brasileira”, explicou Michael Becker, engenheiro ambiental da rede ambiental WWF.

A pesquisa feita pelo Biotrópicos teve como principal área estudada o parque Nacional Grande Sertão Veredas, que ocupa uma área de 230 mil hectares, entre Minas Gerais e Bahia. Lá são mantidos animais, vegetações, nascentes e veredas, que precisam de muito cuidado para permanecerem em estado de conservação. Isso significa que as propriedades localizadas ao seu redor também precisam passar por modificações, com o intuito de tornar o ambiente mais favorável às espécies locais.

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Entre as propostas para que esse objetivo seja alcançado está o corredor de florestas nativas no entorno das áreas de conservação. Muitas propriedades estão aderindo à sugestão, pois além de beneficiar o meio ambiente a adequação também as torna legais, valorizando ainda mais as fazendas.

A fazenda Sete Veredas é um exemplo disso. Após o estudo e um planejamento feito juntamente com os responsáveis pelo parque, a propriedade teve o seu plantio alterado, para a produção de Eucalipto e os proprietários se preocuparam em manter o corredor florestal, como sugere o estudo.

Essa faixa de mata nativa que deve ser mantida foi planejada de acordo com os hábitos dos animais. Desde 2004 o Instituto Biotrópicos vem estudando os felinos do Cerrado, como onças pintada e parda, jaguatirica, gato-mourisco, gato-do-mato, gato-maracajá e gato palheiro, pois eles dependem de boas condições naturais para sobreviverem. Assim, podem indicar quais áreas devem ser protegidas ou sofrer mudanças em seu gerenciamento, conforme explicado pelo biólogo Edsel Amorim Moraes Junior. Para ele, a “regularização fundiária do parque é uma ação urgentíssima que garantirá um ambiente mais favorável à conservação”.

A pesquisa contou com o apoio do governo federal, Secretaria de Meio Ambiente e Turismo de Chapada Gaúcha, Instituto Estadual de Florestas, Universidade Federal de Minas Geral e diversas outras fundações, ONGs e institutos. Com informações da WWF.

Redação CicloVivo

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