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O arquiteto vietnamita Vo Trong Nghia cria estruturas usando bambu. Além de ser abundante na natureza, o material é leve, flexível e forte. O chamado “Wind and Water Cafe”, em Binh Duong, é um dos projetos arquitetônicos mais interessantes e bonitos criados por ele. A estrutura realmente mostra como Nghia usa o material barato e acessível em seu efeito máximo. O complexo de bambu, que possui formato de meia-lua, é resistente, flexível e usa a teoria aerodinâmica simples de aproveitar a luz e o vento a seu favor. 

O bambu é o material dos “sonhos verde” da atualidade. Ele não só é uma combinação vencedora de força, leveza e flexibilidade, mas também marca pontos no quesito sustentabilidade, tendo crescimento rápido e fácil colheita em muitas partes do mundo. Além de ser famoso também por sua qualidade estética. 

O vietnamita Nguyen Qui Duc Duc lamenta a remodelação apressada da capital vietnamita de Hanói, e apela para a preservação da beleza da cidade. Ao invés de as estruturas de rápida ascensão de vidro e aço serem construídas, a modernização deve significar preservação e inovação – e é exatamente isso que Vo Trong Nghia planeja.

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Quando jovem, Nghia foi selecionado para estudar arquitetura no Japão. No entanto, a sua infância em uma pequena aldeia na região central do Vietnã deu a base ideal e natural para o que ele iria aprender na terra do Sol Nascente e os seus projetos de arquitetura que se seguiram em sua terra natal. "Usamos materiais de bambu e cana em tudo", lembra o arquiteto. A partir de instrumentos agrícolas para utensílios de cozinha, tudo era tecido em conjunto – assim como muitos de seus edifícios são hoje. 

Misturando a inspiração internacional, com a influência de suas raízes, Nghia é um dos grandes arquitetos deste tipo de material. A barra arredondada que ele concebeu para o Water and Wind Cafe apresenta uma armação de quase dez metros coberto com uma planta local. A construção é como uma versão gigante dos palheiros que pontilham a paisagem vietnamita, com uma cúpula aberta no topo, que permite que a luz entre no interior da construção. Em outra parte, as estruturas curvas do bambu são amarradas com pregos não aparentes. 

Como prova de suas credenciais verdes, o arquiteto criou uma fábrica no Vietnã, onde a matéria-prima é tratada e dada uma cor marrom quente. Diz-se que suas estruturas vão durar 20 anos. "No final do dia, se tiver de remover ou desmontar edifícios", diz Nghia, "você não vai acabar com blocos de concreto que é destrutivo para o ambiente". 

Redação CicloVivo

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