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O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) lançará no próximo dia 27 de junho, na sede da Cetesb, o Guia Metodológico para Inventários de Gases de Efeito Estufa (GEE) na Construção Civil – Setor Edificações. O evento também contará com duas palestras especiais e uma mesa-redonda.

Realizado pela Vice-presidência de Meio Ambiente do sindicato e por seu Comitê de Meio Ambiente (Comasp), a publicação irá propor uma metodologia para as construtoras e incorporadoras elaborarem inventários dos gases emitidos na edificação dos empreendimentos. A intenção é apresentar ao setor uma ferramenta estratégica no combate ao aquecimento global. O guia tem o apoio institucional da Cetesb, da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e da Caixa Econômica Federal.

A padronização dos inventários para construção de edificações, produzidos a partir da mesma metodologia, será uma das grandes contribuições do guia, de acordo com Francisco Vasconcellos, vice-presidente de Meio Ambiente do SindusCon-SP. "A partir desse trabalho será possível oferecer subsídios para a elaboração de normas e legislações relacionadas às metas de redução de emissões de GEE pela construção civil, previstas na Política Nacional de Mudanças Climáticas", acrescenta.

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Segundo Ricardo Neuding, da ATA Consultoria, que coordenou a elaboração do guia, o grande "vilão" nas emissões de GEE a ser combatido não está no canteiro de obras, mas na produção dos materiais utilizados. "Dentro da cadeia da construção os maiores vilões nessa conta são os processos de fabricação de aço e cimento. Ao conseguirmos estruturar um plano que racionalize o uso desses materiais na obra, estaremos contribuindo para uma menor emissão desses gases", explica. Pelos cálculos de Neuding, em uma obra residencial de 20 andares, com quatro apartamentos de 60 m² por andar, são emitidos aproximadamente 1.000 toneladas de CO2 equivalente (200 quilos de CO2 equivalente por m² construído). "Isso pode variar de acordo com o método construtivo e o material utilizado", afirma.

O consultor ressalta que o objetivo principal do guia é estabelecer uma métrica das emissões. Assim, será possível consolidar dados próprios e, pela primeira vez, fazer comparações com as emissões de GEE de outros setores. "Em um segundo momento, após a implantação do inventário, será possível definir como agir através de um programa de redução de emissões". De fácil implementação, Neuding afirma que as orientações podem ser aplicadas em qualquer obra, independente de suas dimensões.

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