Aumenta número de mortes de elefantes e rinocerontes na África em 2012



Os dados do Ministério do Meio Ambiente em relação à caça de animais em 2012 são alarmantes. Mais uma vez o abate de elefantes e rinocerontes no país africano bateu recorde. A principal explicação para esse fato é o aumento da demanda de chifre e marfim da Ásia.

Estima-se que só de rinocerontes foram mortos mais de 600 na África do Sul, até dezembro, sendo que em 2011 o recorde era de 448. O país abriga a maior parte dessas espécies em todo o continente. O abate de elefantes também segue em ritmo desenfreado. Assassinatos em massa são identificados, em especial, nos Camarões e na República Democrática do Congo.

O grupo de conservação TRAFFIC monitora o comércio mundial de animais e plantas e acredita que a quantidade de marfim extraído em 2012 foi menor em comparação ao ano anterior. "Parece que 2012 é outro ano abundante para o comércio de marfim ilegal embora seja pouco provável que supere 2011", afirma Tom Milliken, que gerencia o tráfego do elefante de Sistema de Informação de Comércio.

A quantidade absurda de 2011 somou cerca de 40 toneladas de marfim ilegal, na última semana de dezembro 28 toneladas já teriam sido extraídas. O número pode ser maior e isso será confirmado à medida que mais pesquisas são coletadas. Os rinocerontes são assassinados principalmente no Parque Nacional Kruger da África do Sul.

A procura por marfim está crescendo na Ásia, assim como a influência e investimento da China na África. Esse último fato abriu ainda mais as portas para o comércio ilegal de elefantes e outros animais.

O chifre de rinoceronte é procurado pela tradicional medicina chinesa que usa o pó do material para tratar diversas doenças. Assim também é o contrabando de marfim que é associado a conflitos. Há, por exemplo, uma acusação do Conselho de Segurança das Nações Unidas que suspeita do envolvimento do Exército de Resistência do Senhor (LRA), em Uganda, com o comercio ilegal.

“Os assassinatos ilegais de grande número de elefantes por causa do seu marfim estão cada vez mais envolvendo o crime organizado e, em alguns casos, milícias rebeldes bem armadas", afirmou a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora Silvestres (CITES), em um comunicado. Com informações do Estadão.

Redação CicloVivo



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