O Ministério do Meio Ambiente decretou, na semana passada, situação de emergência em 19 Estados e no Distrito Federal. O Acre, por exemplo, já entrou no período de estiagem, também chamado de período de seca.

Através de um mapeamento do volume de chuvas, o Departamento de ciências da Natureza da Universidade Federal do Acre (Ufac) constatou que abril está sendo um mês extremamente seco. Era esperado, pelo menos, um volume de 182 mm de chuva, mas só choveu até agora cerca de 80 mm.

“Não há previsão de chuvas para os próximos meses, nossos estudos já mostram que entramos no período de estiagem e daqui pra frente as queimadas naturais e provocadas serão constantes”, afirmou o pesquisador do departamento, Alejandro Fonseca, à agência do Acre.

A fiscalização de queimadas é feita pelo Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), mas em períodos mais críticos o trabalho é realizado em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Segundo o presidente do Imac, Fernando Lima, as equipes de fiscalização estão se espalhando por todo o estado para impedir que ocorram queimadas não autorizadas. Ele explica que o trabalho será feito por regional, dessa forma, os locais que historicamente apresentam maior foco de queimadas terão atenção especial.

Já o pesquisador meteorológico, Davi Friale, que há mais de 25 anos estuda o clima da Amazônia Ocidental, afirmou em seu portal, que o estado poderá enfrentar a pior seca dos últimos 50 anos. Ele alerta que “é bom ficar atento, pois todas as condições meteorológicas atuais indicam que uma seca severa poderá atingir o Acre e as regiões próximas”.

O pesquisador explica que o estado foi invadido por uma intensa massa de ar seco, cujos ventos sopram, moderadamente, de sudeste. Em Rio Branco e em todo o leste do estado, as chuvas cessaram completamente e a umidade do ar tem baixado cada vez mais, fazendo cair a temperatura durante a noite.

A previsão dele é de que, se não houver alteração na atual tendência meteorológica, o Acre e toda a Amazônia Ocidental sofrerão sua pior estiagem já neste ano. Com informações da Agência Notícias do Acre e O Rio Branco.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.