O cruzamento da Rua Xavier de Toledo e com o Viaduto do Chá recebeu na última segunda-feira (9) uma nova faixa de pedestres diagonal. A sinalização em X tem como objetivo tornar mais segura e mais ágil a travessia, que ficou um minuto mais rápida. No pico da tarde, passam pelo local 6.800 pessoas por hora. A faixa diagonal também já foi instalada nos cruzamentos das ruas Riachuelo e Cristovão Colombo e das avenidas Ipiranga e São João.

“É um dos principais cruzamentos da cidade, com mais pedestres. Esta faixa está dentro de um programa maior de mobilidade urbana na região central que incluem a Frente Segura, as ciclovias e a faixa exclusiva de ônibus na rótula central. Nós estamos com um olhar diferenciado para o pedestre, tanto do ponto de vista do tempo dele, quanto da segurança”, afirmou Jilmar Tatto, Secretário de Transportes.

Além da pintura das novas faixas, foram instaladas no cruzamento placas educativas e sinalização semafórica. O tempo médio de travessia em duas etapas é de 135 segundos. Na diagonal, o tempo cai para 73 segundos, o que representa um ganho de 62 segundos. Estima-se que no pico da manhã circulem no local 3.000 pessoas por hora, enquanto no horário entre picos o movimento é de 4.400 pessoas por hora.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) irá observar nos próximos dias a utilização das novas faixas para orientar os pedestres e realizar algum ajuste, se necessário. A iniciativa está integrada ao Projeto Centro Aberto, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU).

O próximo local a receber a faixa será os cruzamentos das ruas Caio Prado e Consolação, na região central. Segundo Tatto, as primeiras experiências foram avaliadas positivamente e a faixa em diagonal deve ser instalada em mais pontos da cidade com grande circulação de pedestres, nos bairros de São Miguel Paulista, Santo Amaro, Lapa, Penha e Pirituba.


Foto: César Ogata/Secom 


Foto: César Ogata/Secom

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.