Em 2009, foi implantada a coleta seletiva na região de Visconde de Mauá, no município de Resende, Rio de Janeiro. Com parte do lixo sendo tratado, os moradores tiveram a iniciativa de também dar um jeito no lixo orgânico produzido em casa, surgindo assim um movimento espontâneo de compostagem.

A população já conseguiu reduzir em seis por cento a quantidade de lixo encaminhada para o aterro sanitário de Bulhões e esse número deve aumentar ainda mais nos próximos meses. Isso porque, no início deste ano, a Agência de Meio Ambiente de Resende (AMAR) implantou um projeto-piloto para engajar mais pessoas na transformação de resíduos sólidos em adubo.

O projeto surgiu após uma reunião dos moradores com um grupo da APA da Serra da Mantiqueira, uma unidade de conservação que abrange parte dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.


Fotos: Amigos de Mauá

A ideia também teve apoio de órgãos turísticos e de associações comerciais – restaurantes também aderiram à compostagem. “O que pretendemos agora é ampliar o uso de composteiras unifamiliares (feitas em telas de palha) para o comércio e novas residências daquela região”, afirma Solange Pinto, coordenadora de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos da AMAR.

Além de contribuir para a diminuição de lixo lançado em aterro sanitários, a compostagem produz um fertilizante natural que pode ser usado em jardins e hortas. A viabilização do projeto ficou por conta da agencia ambiental, que disponibilizou técnicos e educadores ambientais, além de buscar recursos para sua implantação e ampliação.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.