Em Capivari, interior de São Paulo, uma empresa está testando a eficiência do cultivo de sorgo sacarino para a produção do etanol. A intenção é que a planta seja usada como alternativa nos meses de entressafra.

De acordo com Cristiano Peraceli, gerente de produção agrícola da Raizen, o trabalho, que ainda é experimental, apresenta vantagens. “É uma planta que acumula açúcar no terço final, mas também ao longo de toda a haste, existem açúcares que são aproveitados pela indústria”, afirmou ao Globo Rural.

No ano passado, a usina testou o sorgo em um espaço de mil hectares, já neste ano a área ocupada foi de 650 hectares. Apesar da redução, a expectativa é produzir o dobro de álcool, uma vez que diversas falhas foram corrigidas.

Um das mudanças no manejo do sorgo sacarino refere-se à forma como a planta é aproveitada. Nas primeiras experiências, uma parte das sementes era descartada por conter muito amido, fato que interferia no processo de fermentação. Agora, eles já utilizam uma tecnologia em que é possível fazer proveito da haste inteira, consequentemente, aumentando a produtividade.

A empresa espera que ao fim do ciclo de produção todos os custos possam compensar financeiramente. O gerente de produção se diz confiante na forma alternativa de produzir álcool.  “O potencial do sorgo é grande na produção do etanol e vai depender de cada unidade produtora entender a planta como alternativa e fazer o resultado aparecer”. Entretanto, ele ressalta que a intenção não é substituir a cana na produção do etanol, mas sim utilizar o sorgo como um complemento. Com informações do G1.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.