A empresa norte-americana Sonoma Clean Power anunciou o projeto da segunda maior usina solar flutuante do mundo. A estrutura deve ser instalada na Califórnia e estar em funcionamento até 2016, já conectada às redes de transmissão.

Conforme informado pela imprensa local, a usina terá capacidade para produzir 12,5 megawatts de energia, o suficiente para abastecer até três mil residências. A maior estrutura deste tipo é uma usina japonesa, com 13,4 MW de capacidade instalada.

A principal vantagen das usinas flutuantes é a grande disponibilidade de áreas alagadas livres, uma alternativa interessante para a falta de espaço terrestre para novas construções.

Somente no condado de Sonoma, onde a estrutura norte-americana será construída, existem 1.400 açudes de irrigação, que poderiam acomodar as usinas flutuantes. De acordo com Geof Syphers, diretor executivo da Sonoma Clean Power, os custos de locação desses espaços são semelhantes e, às vezes, até menores do que em áreas terrestres.

O projeto apresentado será dividido em seis lagoas operadas pela Agência de Água de Sonoma, que lucrará com um arrendamento anual de US$ 30 mil dólares. A opção foi vista de maneira positiva pois garante um fluxo de receita a áreas consideradas inutilizadas ou subutilizadas.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.