Um projeto desenvolvido pelo governo da Califórnia, em parceria com a ONG Grid Alternatives, tem levado energia solar aos bairros mais pobres do estado. Conforme informado pela imprensa local, as placas fotovoltaicas são instaladas nas residências sem custo algum ao morador.

Apesar de ter custos cada vez menores, os sistemas domésticos de produção fotovoltaica ainda são inacessíveis para boa parte dos norte-americanos, assim como acontece em outros países em todo o mundo. Nos EUA, a estrutura necessária para abastecer uma casa padrão é de US$ 15 mil.

O intuito do programa governamental, no entanto, é proporcionar às famílias mais pobres mesmas oportunidades disponíveis às classes mais altas. A tecnologia é financiada a partir do fundo estadual destinado ao combate das mudanças climáticas. A legislação local obriga as empresas poluentes a pagarem taxas ou comprarem créditos de carbono para compensarem suas emissões. A arrecadação é direcionada a iniciativas que diminuam a quantidade de gases de efeito estufa liberada em todo o estado.


Foto: Divulgação

Conforme informado pelo jornal local SFGate, a instalação das placas solares nos bairros pobres contará com 14,7 milhões de dólares provenientes deste fundo. A expectativa é de que o montante seja suficiente para equipar 1.600 casas em toda a Califórnia até o fim de 2016.

Os beneficiados são convidados a fazerem contribuições pela instalação, no entanto, ela não precisa ser financeira. A pessoa pode se comprometer a ajudar na instalação, por exemplo. Mas, se a contribuição não for possível, a família recebe a estrutura da mesma forma.


Foto: Divulgação

O programa deve ajudar a reduzir as despesas dos beneficiados em até mil dólares ao ano, despendendo do consumo familiar e da região onde vivem. Para estar apto a receber as placas fotovoltaicas, os cidadãos precisam morar em um dos bairros pré-selecionados pelo governo e precisam comprovar renda inferior a 80% da média da comunidade em que vivem. 

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.