A Grã Bretanha pretende banir a venda de veículos novos que usem gasolina e diesel, incluindo veículo híbridos, a partir de 2035. A medida acontece 5 anos antes do previsto e é uma tentativa de acelerar o combate às mudanças climáticas.

A meta de encerrar a venda destes veículos em 15 anos é vista como uma das mais ambiciosas do mundo. Muitos países, como a França, pretendem implantar esta medida em 2040. A Noruega – um primeiros países em que os carros elétricos começaram a rodar – tem como objetivo eliminar os carros a gasolina e diesel em 2025, mas esta não é uma exigência oficial.

Reação dos ambientalistas

Apesar do anúncio, grupos ambientalistas garantem que a meta não é suficientemente ambiciosa. Rebecca Newsom, líder de políticas do Greenpeace britânico, declarou que “acelerar a eliminação progressiva do uso de motores é fundamental.”

“No entanto, agendar esta medida para depois de 2030 reduz significativamente as chances de atingirmos as metas ambientais para o clima e a possibilidade de gerarmos muitos empregos na fabricação de carros elétricos”, diz Rebecca.

O governo, no entanto, diz que a data estabelecida vai fazer com que muitos veículos movidos a combustíveis fósseis e híbridos deixem de ser vendidos antes mesmo de 2035, na transição “mais rápida possível”.

Reação da indústria

A indústria automotiva reagiu com certa tranquilidade ao anúncio. Mike Hawes, chefe executivo da Associação de Montadoras e Vendedoras de Veículos, disse que o setor já está se antecipando ao futuro de “emissões-zero”.

A decisão está alinhada com o planejamento do Reino Unido para a COP26, prevista para novembro, em Glasgow,  Escócia. “Temos que lidar com as nossas emissões de CO2 e o Reino Unido quer está convocando todos os países a apresentar objetivos possíveis para a redução de gases do efeito estufa. É isso que esperamos em Glasgow”, declarou o primeiro ministro britânico Boris Johnson.

Segundo Boris Johnson, o Reino Unido pretende zerar suas emissões até 2050.