plantas medicinais mulheres
Imagens do projeto Horto Medicinal | Divulgação | FCFRP
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Aprender técnicas de cultivo e reconhecer espécies de plantas medicinais permite um maior contato com o ambiente natural, mas no projeto Horto Medicinal para Mulheres o objetivo vai além, pretende que as plantas sejam agentes de inclusão social ao capacitar mulheres em vulnerabilidade social a identificar e cultivar espécies medicinais de plantas.

O projeto, incluído no Edital Inclusão Social e Diversidade na USP, contempla a temática Igualdade de Gênero e outros Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da agenda proposta pela ONU aos chefes de Estado e de governo em 2015, que devem ser cumpridos até 2030, e é uma parceria entre as Faculdades de Ciências Farmacêuticas (FCFRP), de Filosofia, Ciências e Letras (FFCLRP), ambas da USP em Ribeirão Preto, e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). 

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Imagens do projeto Horto Medicinal | Divulgação | FCFRP

Segundo a professora responsável pelo Horto da FCFRP, Simone de Pádua Teixeira, o projeto foi a solução encontrada para envolver atividades profissionalizantes para essas mulheres de Ribeirão Preto.

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“O Horto foi um caminho para o desenvolvimento dessa ideia por causa dos seus diversos ambientes agradáveis, que permitem um contato maior das pessoas com os elementos da natureza”, explica Simone.

Para a professora Carolina Aires, as mulheres selecionadas para o projeto enxergaram, de alguma forma, a possibilidade de aprender algo novo e, no futuro, empreender e ter maior independência financeira.

Na primeira das sete visitas previstas ao Horto, as mulheres conheceram todos os espaços e projetos em desenvolvimento e assistiram à palestra Descomplique: Empreendedorismo, promovida pelo Sebrae. O último aconteceu no dia 2 abril e o projeto vai até junho.

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Imagens do projeto Horto Medicinal | Divulgação | FCFRP

Além do cuidado com a terra, as participantes terão informações sobre educação ambiental, segurança alimentar, identificação e análise micronutricional de plantas e capacitação técnica para obtenção de matérias-primas, extratos e óleos essenciais, a serem utilizados em produtos. 

Ivonete Vieira da Silva Theodoro, de 59 anos, e sua filha Kesia da Silva Theodoro, de 24, participantes do projeto, acreditam que o conhecimento sobre as plantas, especialmente as não convencionais, é muito importante. “Eu estou muito grata por estar nesse projeto, por aprender novas coisas, esse projeto é muito maravilhoso”, conta Kessia entusiasmada.

O projeto coordenado pela professora Hosana Maria Debonsi, da FCFRP, e Rodrigo  Augusto Santinelo Pereira, da FFCLRP, também tem a parceria da Associação Espírita Seara de Amor, que promove assistência e promoção social de crianças, jovens e mães com baixa renda do bairro Monte Alegre em Ribeirão Preto, e com o Programa Mãos Estendidas, projeto para o empoderamento feminino e pelo rompimento da violência contra a mulher, além da prevenção através da conscientização e sensibilização. O apoio é da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP. 

Além das professoras Carolina, Simone e Hosana, participam as professoras da FCFRP Elaine Cristina Pereira de Martinis, Carem Gledes Vargas Rechia, Lorena Rigo Gaspar Cordeiro, cinco alunas bolsistas e apoio técnico de Edimárcio da Silva Campos. 

Por Laura Oliveira, Jornal da USP

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Imagens do projeto Horto Medicinal | Divulgação | FCFRP

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