Quando se fala em tempero, a cebolinha, sem dúvida, é uma das mais conhecidas na culinária, principalmente por aquele toque único de sabor na finalização de um bom prato, além de ser facilmente reconhecível em qualquer horta com suas folhas verdes tubulares e de aroma característico.

O que pouco de nós conhecemos, até por que na maioria das vezes não dá tempo, são suas lindíssimas flores que lembram pompons roxos ou brancos, a depender da espécie. Essas belezinhas de flores são bastante ornamentais e comestíveis, além de serem a fonte de sementes para novas cebolinhas.

Ainda no setor curiosidades sobre esse tempero versátil que é a cebolinha, elas podem ser utilizadas para fins de combate à doenças e bichinhos indesejados da sua horta/jardim, como um ótimo repelente e antibiótico.

Bom, então se você não pensava em ter cebolinha em sua horta, aposto que já se convenceu que ela deve estar entre os cultivos caseiros.

Espécies

Podemos encontrar nos canteiros por ai duas espécies. A mais conhecida e consumida por nós é a Allium fistulosum, de origem asiática e que possui folhas tubulares mais grossas e inflorescência branca esverdeada. Já a outra é a Allium schoenoprasum, conhecida como cebolinha francesa, originária da Europa, que possui folhas mais finas, com tons de verde um pouco mais forte e inflorescência na cor roxa, sendo até bastante utilizada para fins ornamentais nos países de origem.

Ambas possuem um odor e sabor muito característico e que remetem à cebola tradicional que consumimos, mas, ao contrário desta, as cebolinhas são de ciclo de vida perene, ou seja, se bem cuidadas e colhidas através da poda, duram mais que dois anos.

As duas espécies são de clima temperado, preferindo e se desenvolvendo melhor em temperaturas amenas, mas em alguns casos se adaptam bem ao clima mais frio ou mais quente.

Sol e solo

A cebolinha comum necessita de no mínimo 4 horas de sol direto nelas para um bom desenvolvimento. Já as cebolinhas francesas se adaptam a meia sombra além do sol pleno, sendo assim, se você mora em um local com pouco sol, ou só pega sol da manhã ou do final da tarde, opte pela francesa.

Agora quanto ao substrato e solo, ambas são unânimes, precisando ser rico em nutrientes para que se desenvolvam bem, além de bem drenáveis e que seja regado com certa frequência, o importante é não deixar secar completamente, mas também não precisa manter sempre úmido, uma vez que suas folhas são levemente carnudas, o que significa que armazenam uma pouco de água nelas.

Plantio

Para plantio em vasos ou jardineiras, opte por aqueles com profundidade e diâmetro mínimo de 15 cm, pois quanto maior seu vaso, menos terá que regar suas cebolinhas – isso serve para todas as ervas e temperos. Utilize um bom substrato e faça a montagem correta do vaso para que tenha uma boa drenagem.

Para plantios agrupados, uma sugestão é plantar junto com o Alecrim e/ou alho-poro, por exemplo.

Sempre afofe o solo ou substrato, não se esqueça de adubar e ficar de olho em caso de alguma doença ou visita indesejada, apesar da cebolinha ser bastante rústica neste quesito.

Em caso de sementes, a semeadura pode ser direta no local definitivo e respeitando o espaçamento mínimo de 10 cm entre cada berço de semente. O ideal é semear entre os meses de setembro e maio nas regiões de inverno mais rigoroso, como sul e sudeste do Brasil, e o ano inteiro nas demais localidades.

Foto: Pixabay

Por se tratar de uma espécie perene, a cebolinha pode gerar novas mudas a partir de divisão de touceira, ou seja, quando a planta está mais desenvolvida ela gera como se fossem brotações laterais que, se separadas com uma quantidade de raízes, podem gerar uma nova muda longe da planta mãe.

Outro jeito mais fácil é através das sementes, podendo estas serem coletadas na sua própria cebolinha, quando florida, ou compradas.

Colheita

Na hora da colheita, se quiser usar também seus bulbos (caules modificados) além das folhas, retire a cebolinha por inteiro do canteiro. Já para usar só suas folhas, mais aconselhável para que tenha cebolinha por mais tempo, colha apenas as folhas mais de fora, sendo as mais antigas, cortando o mais rente possível da base.

Para finalizar, mais uma dica para aproveitar melhor o sabor único desse tempero: use a cebolinha sempre fresca em seus pratos! Para isso, colha pouco tempo antes de usar e apenas salpique no prato, sem processá-la.

Elis Cristina
Graduada em Arquitetura e Urbanismo e Especialista em Gestão de Produtos e Serviços, a arquiteta da paisagem, Elis Cristina, fundou a Soul Verde, o resultado da soma de sua curiosidade, inquietude e vontade de contribuir para um planeta sustentável. Estuda e se dedica à educação ambiental, igualdade de gênero, jardinagem e agroecologia.