Um dos mais tradicionais passeios de maria-fumaça dos Estados Unidos está prestes a iniciar uma operação inédita e ecologicamente correta. A partir do próximo mês, a locomotiva a vapor que leva turistas ao Grand Canyon passará a operar movida a óleo vegetal.

Nos últimos anos, boa parte das marias-fumaça espalhadas pelo mundo parou de funcionar devido às preocupações com os impactos ambientais gerados por estes passeios. Porém, a nova tecnologia pode fazer com que essas viagens cheguem quase à neutralidade em carbono.

A locomotiva 4960 foi construída em 1923 e pertence à empresa Grand Canyon Railway. Já no mês de maio ela começará a transportar turistas pelos mais que cem quilômetros de trilhos que ligam Williams, no Arizona, à borda sul do Grand Canyon.

Apesar de ser um motor histórico, a tecnologia aplicada é totalmente nova. O único combustível utilizado para fazê-la funcionar são resíduos de óleo vegetal. O material é obtido em restaurantes, pousadas e parques nacionais da região. Além de reduzir a poluição, esta também é uma opção para dar uma destinação adequada ao óleo de cozinha usado.

Sobre a eficiência da tecnologia, Bob Baker, gerente geral da Grand Canyon Railway, explica que o funcionamento é bastante semelhante ao das locomotivas a vapor tradicionais. “Você não vai perceber nada até chegar perto. Ele tem cheiro de peixe e batatas fritas”, brincou Baker, em declaração ao Daily Mail.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.