Desenvolvido na Grã-Bretanha, o projeto “Poopy Power” vai transformar as fezes dos cães em uma fonte de energia limpa. O sistema deverá entrar em operação a partir de julho, abastecendo a rede de iluminação pública, ao mesmo tempo em que colabora para a limpeza das ruas das cidades britânicas.

Os donos de animais de estimação da Grã-Bretanha poderão contribuir para a geração de energia limpa ao depositar os dejetos em um coletor especial, conectado ao sistema biodigestor, instalado no subsolo, onde reações químicas processam as fezes até serem convertidas, de forma isolada, em metano, CO2 e fertilizantes.

Depois de processadas, as propriedades do cocô dos animais são incorporadas à rede elétrica, abastecendo a iluminação de parques, praças, ruas e avenidas. O fornecimento de eletricidade será garantido sem nenhum custo para a população, e a única taxa cobrada será referente à conversão dos dejetos em energia, que acontece no sistema de biodigestão.

A Streetkleen, criada por um empresário norte-americano, também espera lucrar com a venda de créditos de carbono, uma vez que a destinação para os dejetos dos animais vai evitar emissões de gases efeito estufa na atmosfera – segundo declaração de Gary Downie, inventor do projeto, ao jornal britânico The Independent, o novo método será capaz de evitar as emissões de 450 kg destes materiais poluentes.

Daqui a pouco mais de um mês, o projeto “Poopy Power” não só vai gerar energia limpa gratuita, mas também diminuir a sujeira encontrada nas ruas, feita pelos cães e seus donos. De acordo com o jornal Daily Mail, na Grã-Bretanha, mais de 700 mil toneladas de cocô de cachorro são retiradas das ruas e enviadas para aterros sanitários todos os dias.

Anualmente, mais de 700 mil toneladas de fezes de cachorro são retiradas das ruas e enviadas aos aterros sanitários britânicos, um processo que custa 72,5 milhões de libras aos cofres públicos, segundo o jornal Daily Mail.

Redação CicloVivo

Avatar
Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.