Cientistas de Londres desenvolveram sacolas plásticas que não prejudicam o ambiente e podem ser descartadas com o lixo orgânico. Além disso, foram usados materiais plásticos que envolvem alimentos de maneira mais ecologicamente correta e o fator principal do prejuízo, o petróleo, não está presente na composição.

O estudo foi feito com professores e alunos da faculdade inglesa Imperial College, e desenvolveram um plástico a partir de um polímero à base de açúcar obtido por meio da grama e árvores.

O fato mais relevante é que além do material ser biodegradável, não leva petróleo em sua composição. Quem não deve gostar muito dessa novidade é a indústria do petróleo.

A grande preocupação dos cientistas, desde o início do estudo, foi quanto às fontes renováveis. Até chegar ao resultado final, com grama e árvores, foram feitos vários testes. Eles buscaram não usar alimentos. O etanol vindo do milho, por exemplo, é polêmico por usar comida em sua fabricação.

Segundo a responsável pela pesquisa, Dra. Charlotte Williamns, para esse plástico se tornar viável comercialmente, ele deve ser fabricado em larga escala, e desenvolver o material foi tecnicamente difícil. Entre projeto, pesquisa e fabricação, foi um processo de três anos e meio para alcançar uma economia de cerca de 80% no uso da água e energia no processo de produção.

O plástico sustentável deve entrar no mercado dentro de até cinco anos.

A faculdade já está em contato com grandes parceiros comerciais para viabilizar a produção em larga escala.

Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.