Um dispositivo para tornar potável a água de chuva e sem contaminações químicas de cisternas. Esta é a proposta da brasileira Anna Luisa Santos que criou a tecnologia Aqualuz. O projeto é tão interessante que ela está entre os finalistas da premiação global sobre meio ambiente e empreendedorismo promovido pela ONU Meio Ambiente.

O sistema de purificação e desinfetação de água de cisterna por meio da radiação solar é voltado principalmente para áreas rurais, onde o acesso à água é precário. A ideia é dar independência à quem mais precisa.

Até agora, já foram implantados mais de 35 unidades do Aqualuz em quatro estados do Semiárido, beneficiando 150 pessoas. O projeto tem parceria com a Universidade Federal da Bahia e a Universidade Federal do Ceará.

Além de depender apenas da radiação solar, ele tem a vantagem de ter uma durabilidade de cerca de 15 anos sem necessitar de intervenções externas. A manutenção é simples: basta limpar com água e sabão e trocar o filtro natural (com o estoque de refil já fornecido). Considerando o tempo de vida útil, vale o investimento: o dispositivo custa cerca de R$480.

Dessalinizador solar

Além da desinfecção, a brasileira, por meio de uma startup, também fornece um dessalinizador solar voltado para água salina ou salobra, que foi desenvolvido na Paraíba. Chamado de Aquasolina, ele consiste na remoção de sais dissolvidos na água a níveis ou concentrações que possibilitam a sua utilização. Seu funcionamento é realizado por meio de um destilador solar, que simula o processo natural de evaporação da água eliminando todos os sais.