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As bitucas de cigarro se transformaram em materiais altamente recicláveis. Os restos de cigarros, que contribuem para a poluição das cidades, podem ser transformados em artesanato, papel e, até mesmo, em roupas.

Apesar de parecerem pouco ofensivas, as bitucas de cigarro são extremamente poluentes. Conforme pesquisa realizada pelo biólogo Aristides Almeida Rocha, professor aposentado da Universidade de São Paulo, duas bitucas poluem o equivalente a um litro de esgoto.

Se forem recicladas, as guimbas podem ser transformadas em obra-de-arte, como faz a artista Suzana Jardim, que usa as bitucas para fazer papiro. Já existem também cooperativas de reciclagem que fazem papel de bituca e outros artistas que a transformam em tecido. Esse é o caso dos brasileiros Jefferson Vasconcelos e Fauzi Nasreddine, que em 2007 criaram um tecido feito a partir de filtros de cigarro.

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A intenção da dupla era alcançar um tecido que servisse como matéria-prima para diversos segmentos. Infelizmente a ideia teve que ficar em segundo plano porque eles não conseguiram verba para colocar o projeto em prática. Mas, uma designer chilena, Alexandra Guerrero, conseguiu fazer isso virar realidade, através do Projeto Mantis.

Alexandra mistura a bituca com lã e obtém uma malha que pode ser usada em qualquer tipo de peça de vestuário. A purificação das guimbas consegue retirar 95% de todos os resíduos, o que significa que a malha é limpa e segura para o uso.

Além de desenvolver técnicas para o aproveitamento da bituca é necessário conseguir tirar esses resíduos das ruas. Por isso foi criada, em São Paulo, a Rede Papel Bituca, que tem como objetivo limpar a cidade desse tipo de poluição. A rede realiza diversas ações, que incluem a instalação de 50 Pontos de Entrega Voluntária, parceria com 550 estabelecimentos, treinamentos, criação de novos empregos, entre outras coisas, que contribuíram para transformar as bitucas em dez mil folhas de papel, produzidas sem desmatamento.

Com informações do SWU

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