O excesso de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera é uma das principais causas das mudanças climáticas. Reduzir as emissões de encontrar maneiras de capturar os gases que contribuem para o aquecimento global é uma necessidade urgente.

Pesquisadores da Hypergiant Industries encontraram na natureza a resposta para este desafio. Eles criaram um biorreator que usa algas para capturar e filtrar o carbono da atmosfera, usando algas.

Segundo o famoso biólogo marinho e oceanógrafo Jacques-Yves Cousteau, cerca de 2/3 do oxigênio na nossa atmosfera é produzido por algas nos oceanos.

As algas são um responsáveis pela qualidade do ar que respiramos e estes cientistas reproduziram no reator o trabalho incrível destes organismos.

Organismos super eficientes

Segundo a empresa, as microalgas usadas no equipamento são um organismo unicelular altamente eficientes para capturar e processar dióxido de carbono. Além disso são capazes de se reproduzir rapidamente pela absorção de CO2 e luz solar, sem a necessidade de muitos nutrientes.

O biorreator EOS usa inteligência artificial para otimizar ainda mais os processos de reprodução e absorção de carbono das algas. Segundo os criadores cada equipamento pode processar cerca de 2 toneladas de oxigênio por ano, o equivalente a 4 mil m² de árvores.

Como funciona?

1 – Entrada de ar
O ar pode ser absorvido em uma área aberta ou por uma conexão com os sistemas de ventilação de ambientes fechados. Depois que entra no reator, o ar é bombeado para o tanque de água e algas.

2 – Desenvolvimento das algas
As algas precisam de CO2 e luz. A luz pode vir do sol ou, no equipamento, ser artificial. A água com algas é bombeada em tubos que maximizam a sua exposição à luz, dentro do reator.

3 –Biomassa
Com o consume de CO2, as algas produzem biomassa. Esta biomassa pode ser coletada e usada posteriormente na produção de biocombustível, óleos, proteínas para alimentação, fertilizantes, plásticos, cosméticos e outros fins.

4 – Coleta e separação
A coleta é um sistema independente completamente controlado por inteligência artificial para garantir que a quantidade de algas seja a ideal para absorver a maior quantidade possível de CO2. Também é possível controlar este Sistema de acordo com a finalidade escolhida.

5 – Liberação de oxigênio
Depois que as algas consumem entre 60% e 90% do volume de CO2 e outros poluentes encontrados no ar que foi absorvido, o equipamento libera oxigênio no ar.

6 – Processo controlado por Inteligência Artificial
A Inteligência Artificial controla todo o processo. O sistema otimiza o desenvolvimento das algas, o consumo de CO2 e a coleta de biomassa sem a necessidade de intervenção humana.

Além de ser inteligente e autônomo, o equipamento é capaz de se adaptar ao ambiente onde está, monitorando e administrando constantemente a quantidade e tipos de luz, o dióxido de carbono disponível, a temperatura, PH e outros dados.