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Um grupo de engenheiros iniciou nesta segunda-feira (16) uma corrida diferente, a Zero Emissions Race. Eles darão a volta ao mundo em carros elétricos. Toda a energia que for consumida pelos automóveis ao longo do percurso, será compensada com a geração de energia através de fontes renováveis, fazendo com que a corrida tenha “emissão zero” de dióxido de carbono.

O evento foi idealizado pelo ambientalista suíço Louis Palmer, que em 2008 deu a volta ao mundo em um carro movido a energia solar. Ele percorreu 54 mil quilômetros durante 18 meses no veículo, que foi batizado de SolarCar.

"Nós queremos mostrar que mobilidade elétrica e energias renováveis são uma solução para se ter uma vida ecologicamente equilibrada neste planeta", afirmou Palmer.

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Os participantes estarão divididos em quatro equipes de países diferentes – Suíça, Coreia do Sul, Austrália e Alemanha. Ao longo da viagem, eles promoverão diversas coletivas de imprensa e eventos de conscientização ambiental.

Em novembro, os engenheiros deverão passar pela Cidade do México, onde será realizada a conferência de Cancun, da ONU, onde serão debatidas as mudanças climáticas.

Os engenheiros percorrerão 30 mil quilômetros em 80 dias. A corrida terá partida e chegada em Genebra, e passará por Berlim, Kiev, Moscou, Xangai, Los Angeles, Cidade do México, Lisboa e outras 150 cidades. Cada equipe desenvolveu um carro diferente, que representará o seu país.

Para reduzir as emissões a zero, cada equipe terá que gerar, no seu país, quantidade equivalente à energia elétrica consumida pelo veículo. Essa energia deverá ser gerada apenas por fontes renováveis, como energia eólica, solar, marítima ou geotérmica.

O veículo sul-coreano batizado de Yebbuyana irá consumir 84,7 watts/km. Nos 30 mil quilômetros percorridos, a equipe deverá gerar 2,54 megawatts – que serão produzidos por meio de painéis solares na região de Jeonnam, na Coreia do Sul.

Os carros precisam ter capacidade de percorrer, no mínimo, 250 km a uma velocidade de 80 km/hora, antes de pararem para abastecer. Cada veículo precisa, no mínimo, percorrer 500 quilômetros por dia. De fato será uma corrida diferente, o vencedor não será quem chegar antes, mas sim, o que conseguir percorrer todo o caminho gastando menos energia. Com informações do Estadão

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