Na última quarta-feira (13), a WWF divulgou um relatório para exigir que a matriz energética da União Europeia seja totalmente derivada de energias renováveis até 2050. O documento cobra mais incentivo das autoridades políticas e afirma que os países do bloco precisam reduzir suas emissões de carbono nos próximos anos.

O relatório ganhou o nome de “Encaminhando a UE em direção aos 100% de energia renovável” e aponta que, ao adotar as políticas de geração limpa até 2030, os países europeus poderiam reduzir seu consumo de energia em 38%, gerando mais de 40% da eletricidade que consome a partir de fontes alternativas.

Com a adoção destas políticas, os ativistas acreditam que o bloco econômico seria capaz de diminuir significativamente as emissões de gases poluentes nos próximos anos. “A UE conseguiria reduzir suas emissões de efeito estufa relacionadas com a energia em 50%, se tomar estas iniciativas”, diz a WWF no relatório, o qual indica que os esforços poderiam fazer com que a União Europeia assegurasse a totalidade de suas fontes renováveis até 2050.

A WWF também afirma que a adoção das energias renováveis não vai apenas colaborar para o meio ambiente, mas também fortalecer a economia em toda a Europa. Assim, a organização calcula que, se as emissões de carbono diminuírem em 30% nos próximos sete anos, serão gerados seis milhões de novos empregos nos países europeus.

No entanto, por mais que a WWF pressione, para os próximos anos, medidas de redução de carbono em 30%, adoção de 30% de energias renováveis e melhoras em 30% a eficiência energética, a Comissão Europeia prevê esforços menores do que os propostos pelos ativistas.

As autoridades insistem no projeto “20-20-20”, o qual espera reduzir, até 2020, a emissão de gases efeito estufa em 20%, usar 20% de energias renováveis e melhorar em 20% a eficiência energética dos países que integram o grupo. De acordo com o relatório, se as autoridades não cumprirem com o acordo de 30% nos próximos anos, a Europa não poderá ter a matriz energética 100% renovável até 2050. Com informações da Exame.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.