A participação mais intensa de brasileiros na rede social Facebook tem criado uma grande quantidade de “apoiadores” superficiais em favor dos necessitados. São pessoas que, realmente, acreditam que atrás de seus computadores podem fazer o bem e ajudar o próximo. Essa situação motivou a criação de uma campanha publicitária que busca alertar sobre a ineficácia da prática.

O engajamento restrito à internet incomodou a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), que desenvolveu a ação “likes não salvam vidas”. A intenção é fazer com que a população entenda que é preciso mais do que cliques de “curtir” e “compartilhar” para ajudar.

A iniciativa mostra em vídeo a história de um menino de dez anos que precisa cuidar do irmão infectado por poliomielite, também conhecido como paralisia infantil.  Ironicamente, ele afirma que não está preocupado porque pode contar com a ajuda dos 170 mil seguidores da página da Unicef no Facebook.

Há quem diga que o brasileiro é um povo solidário, porém, uma pesquisa divulgada na Gazeta do Povo, em 2011, afirma que apenas 33% dos brasileiros fazem doações anuais para a área social. O vídeo da Unicef é uma tentativa de mudar essa posição, quando afirma que  “likes não salvam vidas; dinheiro salva”.

Essa ação foi realizada na Suécia, onde a Unicef tem uma abordagem mais provocativa, segundo o Brainstorm9. Essa campanha, em especial, tem como principal objetivo aumentar as doações de vacinas contra poliomielite para crianças carentes.

A Unicef ressalta que são necessários apenas 15 reais para vacinar 12 crianças, veja aqui com ajudar.

Veja baixo o vídeo da campanha publicitária:

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.