A Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica) inaugurou, na última quinta-feira (7), um sistema de aquecimento solar desenvolvido pela divisão de Termotecnologia da Bosch. O dispositivo será usado para aquecer a água utilizada na cozinha de seu restaurante da Unidade Faria Lima, em São José dos Campos (SP). A iniciativa tem como objetivo reduzir em 69% o consumo de gás natural do processo, o equivalente a 129 toneladas/ano de emissões de CO2 na atmosfera.

O projeto contempla 180 coletores solares distribuídos em dois grupos de 90 placas nos dois lados do telhado da unidade, perfazendo uma área total de 12 x 30 metros. Além disso, o sistema contém sete caldeiras e quatro reservatórios de água responsáveis pelo abastecimento de água quente para 20 lavadoras industriais da cozinha da Embraer. A empresa, que serve mais de oito mil refeições diárias, utiliza água a uma temperatura de 60°C para a higienização dos utensílios da cozinha industrial.

A iniciativa faz parte das ações desenvolvidas pela Embraer em busca de minimizar os impactos ambientais de suas atividades por meio da melhora contínua de seus processos e engajamento da cadeia de fornecedores na busca por novas soluções e alternativas mais eficientes para a otimização de recursos naturais e energia.

Oferecer soluções sustentáveis para o aquecimento de água por meio da energia solar, potencializando seu uso em indústrias, comércios e residências é um dos objetivos da Bosch.

"Queremos demonstrar com este projeto, entre Bosch e Embraer, que a aplicação de sistemas de aquecimento solar pode trazer grandes benefícios também à indústria, que, normalmente, possui um grau de exigência maior em relação à quantidade, temperatura e constância da geração de água quente", afirma Rafael Campos, Vice Presidente de Vendas da divisão de termotecnologia da Bosch no Brasil e responsável pelo projeto.

O uso de aquecimento solar é uma tendência que vem crescendo no Brasil inclusive para o uso residencial, por meio de iniciativas governamentais que apoiam o seu desenvolvimento, como leis obrigando a instalação de aquecimento solar em edifícios e a necessidade do uso destes sistemas em projetos de habitação popular.

"O potencial é muito grande. Cada m2 de coletor solar evita a emissão anual de mil quilos de CO2 na atmosfera, permitindo aos usuários uma economia na conta de energia, além de participar ativamente na redução das emissões dos gases de efeito estufa", ressalta Campos.

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.