canudinhos de papel

A marca Nescau assumiu o compromisso de substituir 100% dos canudos plásticos de suas bebidas por alternativas de papel a partir deste mês de dezembro. A mudança já havia sido anunciada em fevereiro de 2019, quando lançou bebidas sem canudos.

O novo canudo será produzido pela SIG Combibloc, empresa suíça, com fábrica no Brasil, especializada de envase e embalagens cartonadas. A companhia usará três máquinas para envasar cinco tamanhos de embalagens flexíveis em volumes que variam de 125ml a 250 ml.

O objetivo maior é substituir os canudinhos de todo o portfólio de bebidas da Nestlé, companhia detentora da marca Nescau. De forma que estima deixar de utilizar 300 milhões de canudos plásticos por ano a partir de 2021 – equivalente a cerca de 128 toneladas de plástico a menos. 

O investimento, para tanto, é de R$ 50 milhões, o que inclui nova linha de produção, adaptações em fábrica e comunicação. Até 2025, a Nestlé promete tornar todas as suas embalagens recicláveis ou reutilizáveis em todo o mundo.

Outras ações

Além da eliminação do plástico nos canudinhos, a marca vai substituir o material dos packs. Envoltórios de papel serão utilizados para embalar os kits de três, nove e 27 unidades, o que resultará na redução do uso de 278 toneladas de plástico.

Outra etapa que também leva o indesejado material é quando os produtos saem da fábrica de Feira de Santana, na Bahia, para distribuição. A Nescau criou um sistema em que usa cola, ao invés de plástico, para manter os pallets unidos. No total, as ações vão reduzir mais de 420 toneladas de plástico.

Em novos lançamentos, ao que parece, a mentalidade já estará de acordo com a nova fase da marca. Em 2020, foi lançado um novo produto orgânico, pronto para consumo, em que a embalagem não possui tampas plásticas. Com isso, evitará mais de 600 mil tampas por ano – cerca de 2,6 toneladas de plástico.

Menos canudos no mar

A Nescau também fez parceria com o Projeto TAMAR, que atua na luta pela preservação das tartarugas-marinhas ameaçadas de extinção. 

canudinhos de papel

Entre as ações, a marca destaca o Projeto Tamarear, que promoveu, ao longo de 2020, aulas de biologia, surf e consciência ambiental para crianças em Fernando de Noronha. Além da aquisição de transmissores via satélite que serão implantados em tartarugas para que elas possam ser monitoradas em tempo real por biólogos.

Tal parceria é bastante simbólica, uma vez que um dos grandes motivadores das ações pelo fim dos canudinhos plásticos foi o vídeo em que biólogos retiravam o material de dentro da narina de uma tartaruga. As imagens viralizaram em todo o mundo e trouxe à tona uma importante discussão: o canudinho é feito de um plástico que geralmente não é reciclado e, mesmo assim, é usado, em média, por apenas 20 minutos antes de ser descartado.

Por ser muito leve e ter baixo valor comercial, a maior parte dos canudos vai parar nos aterros sanitários, rios, lagoas e oceanos. Hoje estima-se que mais de 8 milhões de toneladas de resíduos vão parar nos oceanos todos os anos e a maior parte desses resíduos é plástico.