Falta de água muda rotina das escolas de natação em São Paulo

A crise hídrica que atinge São Paulo faz com que as escolas de natação mudem a rotina e o comportamento. A falta de água ou a baixa pressão com que ela chega até as escolas de natação causam prejuízos.

“Logo após a aula, os alunos vão para o banho e para que esta rotina não seja afetada, estamos comprando água de caminhões pipa. Esta solução serve para que a meta de consumo de água não seja ultrapassada e para que não seja necessário pagar a multa pelo elevado consumo”, comenta o proprietário de uma escola em Moema, Flávio da Silva Mori.

Já em outra escola de natação em Sorocaba, interior de São Paulo, os banhos foram proibidos com este cenário atual. Nesta escola, a água acaba diariamente, o que prejudica as atividades rotineiras.

Vai chover nos próximos dias em São Paulo, porém a chuva será de baixo volume acumulado. A previsão é para chuvas na tarde desta sexta-feira (13) e do sábado na capital paulista, com períodos de melhoria na madrugada. Para contribuir para o desabastecimento de água, o calor continua até o próximo sábado (14) de Carnaval, com máximas entre 30°C e 35°C. Depois disso, entre os dias 15 e 20 de fevereiro, a temperatura fica mais baixa, com termômetros entre 25ºC e 30ºC.

Chuvas e o desabastecimento

A previsão não é animadora para o Sudeste do país nos próximos meses. Segundo o climatologista da Somar, Paulo Etchichury, as chuvas de março e abril dificilmente conseguirão atingir as condições mínimas dos reservatórios.

“Eventualmente, fevereiro e março podem se mostrar melhor em relação às precipitações do que janeiro, mas este volume será insuficiente para recompor os sistemas. Podemos alcançar a média climatológica, mas a distribuição e a regularidade dessas chuvas não sustentam a recuperação e dificultam a resposta hidrológica”, afirma Etchichury. Para reverter a situação atual, é necessário uma anomalia climática, com chuvas consideráveis e continuas para dar fluência e vazão nos rios.