Enquanto o mundo está cada vez mais conectado, dois jovens norte-americanos têm disseminado justamente o conceito oposto. Através do “Branchout Movement”, Alan e Cory incentivam as pessoas a retomarem o contato real e a conversarem com estranhos na rua, a fim de criar novas amizades.

A ideia surgiu a partir de uma missão pessoal de Alan, que tinha o objetivo de conhecer uma pessoa nova por dia. Em uma dessas conversas com estranhos, ele conheceu Catie, que tinha um amigo, Cory, com ideias semelhantes às de Alan. Logo os dois foram apresentados e o movimento começou a ganhar forma e foi oficializado, ganhando uma espécie de aplicativo e novos adeptos.

A ferramenta funciona numa mescla entre o ambiente on-line e off-line. O primeiro passo é a pessoa se inscrever no movimento. Quando ela faz isso, é cobrada uma taxa de US$ 5, para a inscrição. Neste momento, o participante também ganha uma pulseira, que serve como lembrete de seu compromisso e o direito de convidar um amigo para participar junto da iniciativa.


Foto: Divulgação

Depois de inscritos, os participantes são desafiados diariamente. Entre as missões estão ações como: conversar com alguém no ônibus, pedir uma sugestão de música a um estranho, falar com alguém que está lendo uma revista ou um livro, entre outras coisas. Os desafios já oferecem sugestões de temas que podem gerar assunto entre as pessoas.


Foto: Divulgação

“Nossa missão é ajudar a quebrar as barreiras que impedem as pessoas de se conhecerem e interagirem do bom e velho jeito. Nós esperamos ter um impacto positivo, encorajando boas ações à medida que buscamos um esforço coletivo para conectar as pessoas ao mundo físico novamente”, diz a descrição do projeto.

Conforme os desafios vão sendo realizados, o participante soma pontos, completa missões e pode, até mesmo, receber recompensas. Mesmo assim, o melhor retorno que as pessoas podem ter é o prazer de conhecer gente de verdade e interagir com elas de maneira real.

Redação CicloVivo

Avatar
Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.