De olho no perfil do novo consumidor, mais crítico e atento às atitudes das empresas, indústrias do setor de balas investem pesado em programas ambientais e de responsabilidade social que geram benefícios para a sociedade.

“Falar em inovação não se resume apenas à tecnologia, projetos e produtos, inovar também é pensar em sustentabilidade”, afirma Osmar Chaves, vice-presidente do setor de Balas da ABICAB (Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados).

Para preservação do meio ambiente, a Docile implantou um sistema de tratamento de efluentes, que trata 100% dos dejetos resultantes do processo fabril, do refeitório e dos sanitários antes de serem descartados para o meio ambiente. O efluente tratado é encaminhado, primeiramente, a uma lagoa onde são criados peixes como indicativo da qualidade da água.

Já a Dori instalou na fábrica matriz um sistema de lavagem de gases para caldeiras evitando a poluição do ar e proporcionando o tratamento dos resíduos sólidos que são lançados no esgoto. A empresa possui geradores de energia elétrica, suprindo 100% de suas necessidades, atendendo as emergências e permitindo dispensar totalmente o uso de energia pública nos horários de pico.

Bons exemplos de iniciativa social também não faltam. Um deles é o Instituto Cory de Educação e Cultura (ICEC), localizado em Arceburgo (MG), criado há 10 anos pela empresa Cory. O Instituto nasceu com a simples ideia de ser uma creche e hoje é uma escola diferenciada, que vai além da educação tradicional, voltada para formar cidadãos críticos e criativos.

Por meio da Mondelez Foundation, junto com a Inmed Partnerships for Children e a Inmed Brasil, A Mondelez lançou em 2010 o programa Ação Saudável em três estados do Brasil (Pernambuco, São Paulo e Paraná) com um total de 439 escolas. O objetivo do programa é melhorar a saúde e a qualidade de vida das crianças, famílias e da comunidade.

“O consumidor está mais seletivo e a cultura das boas práticas ambientais está cada vez mais presente no seu dia a dia, podendo ser fator determinante para a compra de um produto ou serviço. A indústria brasileira deve abraçar esta causa que é também um desafio mundial”, ressalta Chaves.

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.