A empresa LLX, do brasileiro Eike Batista, é acusada de ser responsável pela salinização da lagoa de Iquiparí, em São João da Barra (RJ). Em consequência disso os agricultores da área perderam parte da produção e existe o risco de desertificação da região.

O impacto ambiental foi identificado por pesquisadores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e ocorreu após a construção do porto do Açu, pela LLX. A possível causa para a salinização está associada à areia dragada do mar e depositada às margens da represa.

De acordo com os especialistas, a areia retirada para aumentar a profundidade do mar e do canal para a passagem dos navios vem carregada de grande volume de água do mar. Até o momento já foram retirados 31 bilhões de litros de areia e a água residual pode ter escorrido para o reservatório de água doce.

Conforme informado na denúncia feita pela Folha de S. Paulo, o caso está sob investigação dos ministérios públicos Federal e Estadual. Mesmo com as análises técnicas feitas pela universidade, a empresa se defende, dizendo que possui um sistema próprio de drenagem que leva a água contida na areia diretamente para o mar.

Outra informação dada pela empresa é de que a água já apresentava altos níveis de salinidade antes mesmo de o porto ser construído. Os agricultores locais, por sua vez, informam que sempre utilizaram a água do canal de Quitingute e nunca tiveram problemas. As anomalias e perda da produção ocorreram após o início das obras. O nível de salinidade adequado é de 0,14. Atualmente o canal usado para a irrigação dos cultivos locais apresenta salinidade em 2,1. Com informações da Folha.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.